26 janeiro 2006

BLOGS - A Lenta Dissolução dos Partidos

Chamo a atenção a todos para o artigo do Pacheco Pereira, de hoje do Público, que o mesmo disponibilizou para a leitura no seu blog Abrupto.

Fala acerca da crescente "dissolução" dos aparelhos partidários e do fenómeno Movimentos de Cidadania, que estas eleições presidenciais trouxeram para a mesa.

É extenso, mas vale a pena a leitura!

24 janeiro 2006

ALGO - Dias Novos

Acordamos dia 23 de Janeiro, segunda-feira, com um novo Presidente da República. Aníbal Cavaco Silva.

Ponto final

Agora serão 3 anos e meio sem eleições! Este país já andava em campanha há muito tempo, agora é preciso descanso nas feiras e mercados do país, para a vida continuar. Já andava farto desta corrida das presidenciais na televisão e nos jornais. No entanto, quando tudo parecia voltar à normalidade de notícias do caso casa pia e afins, surgiu no panorama nacional um novo debate: a questão de movimentos de cidadania que a candidatura de Manuel Alegre levantou, e que foi acentuada pela sua votação nestas eleições.

É claro que esta questão só foi levantada por Manuel Alegre por este não ter o apoio do seu partido. Logo, no futuro, não será legitimo chamar a Alegre o pai dos movimentos de cidadania em Portugal. Sim, porque acredito que esta questão vai dar muito que falar!

Mas, por enquanto, eleições ainda faltam! Queremos descanso!

17 janeiro 2006

POLÍTICA - Sra Ministra...

Hoje a Ministra da Educação deu uma entrevista no Jornal das 9, na Sic Noticias, e uma vez mais premiou-nos com uma declaração divinal, daquelas que nos tem vindo a habituar.

A questão era acerca da possível retirada do Português e Filosofia do final do ensino secundário. A ministra dizia que isso dependia de como se olharia para o futuro da formação secundária: sendo uma formação geral, ou uma formação de técnicos profissionais. Eu defendo que se aposte numa formação virada para as mais valias técnicas, uma vez que se pretende cidadãos profissionalmente qualificados, capazes de atrair investimento pela qualidade produtos. O problema chega com a declaração de defesa da exclusão destas disciplinas, que foi mais ou menos isto:

"é preferível ter um electricista com maior formação em português e filosofia, e menor formação em electricidade, ou um electricista mais bem formado em electricidade e sem essas disciplinas?"

Fico indignado. É preferível um técnico electricista com forte conhecimento de electricidade no fim do secundário, mas inculto, ou um cidadão eletricista com a cultura necessária para bem educar os seus filhos, com capacidade de entendimento e intervenção na cidadania? É preferível um Portugal que vibre com as votações da 1ª Companhia e outras nulidades, ou um Portugal que se interesse pelo futuro, que compreenda a linguagem da cultura portuguesa, a linguagem do mundo, que seja capaz de reflectir sobre os mais variados temas, sem no entanto perder essa primeira formação que adquiriu no secundário, aumentou e aperfeiçoou na sua carreira profissional de electricista?

Um dos grandes problemas deste país é a falta de cultura que resultou dos 40 anos de Salazarismo! Além de mão-de-obra qualificada, precisamos também de nos "culturalizar"! Senhora Ministra, deixa-me preocupado o facto de que a senhora, estando nesse lugar de importante decisão, tenha estas "convicções"...

NOTAS - A Regra de Quatro

"Como todas as coisas do universo, estamos destinados, desde que nascemos, a divergir. O tempo é apenas a unidade de medida dessa separação. Se nós somos partículas num mar de distância, que explodiram de um todo original, então existe uma ciência para a nossa solidão. Estamos sós em proporção aos nossos anos."

In A Regra de Quatro, Ian Caldwell e Dustin Thomason, 2004

15 janeiro 2006

PRESIDENCIAIS - Nem Sócrates Sabe

Tenho vindo a defender a teoria da conspiração de que Sócrates não sabe muito bem em que candidato vai votar! Não digo votar no sentido de pôr uma cruz no boletim de voto, mas sim no candidato em que faz votos para que ganhe as eleições.

Então e porquê? Ora, temos três reais candidatos à presidência: Alegre, Soares e Cavaco.

Ambos os candidatos do seu partido representam duas facções distintas na oposição à sua liderança. Vejam-se as últimas eleições do PS, em que a alternativa a Sócrates era Manuel Alegre e João Soares. Assim temos que, se Soares ganhar a missão impossível das eleições, a sua facção ganha força dentro do partido. Se Alegre ganha as eleições, apesar de reclamar do erro do líder, sempre fica entretido na presidência. Mas pior será se Alegre perder, mas ficar à frente de Soares! Assim, não tendo "nada para fazer", sente legitimidade numa candidatura à liderança do partido.

Depois temos a hipótese mais provável de Cavaco. Se este ganhar, nem seria desagradável para Sócrates: as preocupações de Cavaco até encaixam no estilo de governabilidade que este tem vindo a exercer, uma vez que se olharmos bem, o seu governo tem sido muito de centro-direita. No entanto há uma preocupação: sendo Sócrates um "suposto" líder de esquerda e Cavaco um "suposto" símbolo de direita, uma vitória à primeira volta roubaria a legitimidade da maioria de Sócrates, uma vez que grande parte do seu eleitorado das legislativas tenha votado no ex-primeiro ministro.

Mas cá para mim, Sócrates está neste momento a torcer por uma segunda volta entre Soares e Cavaco, ganha pelo último, deixando, assim, para trás as "reclamações" de Alegre e a "tendência natural" de Soares mandar no partido.

13 janeiro 2006

PRESIDENCIAIS - Só visto!

Estava eu a ver o site do Bolas com Creme, do famoso Bubu, quando dei com este video. É claro que não consegui resistir a disponibilizar o link aqui no blog!

Não me lembro de quando isto aconteceu, mas está hilariante! É de morrer a rir!

http://www.bolascomcreme.com/videos/soaresqueimadinho.wmv

Isto só mesmo visto!

12 janeiro 2006

PRESIDENCIAIS - Estará ele de volta?


"Manuel Alegre acusou esta quarta-feira o PSD de querer eleger Cavaco Silva Presidente da República para chegar ao Governo, mas com optimismo afirmou que esta realidade não vai acontecer porque será ele a vencer as eleições presidenciais."

Estava a ler esta notícia quando me lembrei deste senhor!

NOTAS - Portugal Hoje: O Medo de Existir

"Os portugueses não sabem falar uns com os outros, nem dialogar, nem debater, nem conversar. Duas razões concorrem para que tal aconteça: o movimento saltitante com que mudam de assunto a outro e a incapacidade de ouvir.

[…] o que se procura é precisamente a discordância (não a discórdia) e, antes de tudo, ouvir o som da sua própria voz […]

Dois exemplos triviais: as mesas-redondas com vários homens políticos de partidos diferentes que algumas rádios emitem regularmente tornam-se a partir de um certo momento da discussão absolutamente ensurdecedoras. Cada um fala isoladamente ao mesmo tempo que os outros, que falam também, eventualmente de temas diferentes. Todos se esganiçam uns diante dos outros, como se o facto de ser ouvido e compreendido não tivesse importância. Já não há «mensagens», há apenas «barulho». Tem de concluir-se que interessa somente o acto de falar, fundando-se, certamente, na crença mágica de que falando e continuando a falar se força o auditório a aceitar os seus argumentos. Ou, mais prosaicamente, elevar a voz e ser o último a falar equivale a ganhar a discussão.
"

In Portugal Hoje: O Medo de Existir, José Gil, 2004

11 janeiro 2006

ALGO - Desejo nº 6 falhado

Infelizmente o número 6 nas minhas "passas" para o novo ano (ALGO - 2006) acaba de se desrealizar. Numa entrevista à SIC, o Pedrito Santana Lopes acaba de voltar à política activa, dizendo que vai ocupar o seu lugar de deputado e fazer oposição "à sua maneira".

Diz que vem para representar o centro-direita que, com a "provável" eleição do Professor Aníbal, ficará mais limitado na sua actividade política. Resta saber é se o centro-direita quer ser representado por tal personagem!

Tinha de ser, este Pedrito não aguenta nem um anito sem voltar a fazer das suas! Está-lhe no sangue este espírito rebelde. Mas não é com pequenos rebeldes, pequenos piratas destabilizadores que se governa o país!

06 janeiro 2006

ACTUALIDADE - Energia

Tenho andado a reparar que, desde o início do ano, surgiram dois temas nas notícias que em muito são parecidos: a "crise" do vai não vai na EDP, e a crise "politico-energética" entre a Ucrânia e a Rússia. Ambos relacionados com a energia, mas em conteúdo diferentes.

Acerca do gás da Rússia, que felizmente se resolveu por bem, poderia escrever um enorme testamento, de que muitos se haveriam de queixar e acabariam por não o ler. Por isso deixo este tema para outro dia de maior inspiração.

Acerca do Conselho Superior da EDP pouco há a referir: ao comum do português isso não lhe diz muito. O principal problema na EDP é que parece que querem pôr lá no centro de decisão (Conselho Superior) uma representação do seu maior concorrente ibérico, a Iberdrola, accionista da EDP com 5 %. Quanto a "essa" Iberdrola, só queria dizer uma coisa, e cada um tira as suas ilações: o seu presidente executivo em Portugal é, nem mais nem menos, o ministro da economia que em 1998 tratou da entrada da mesma na eléctrica nacional, aquele que é o pai do famoso monstro - o Sr Pina Moura. Estranho, não é? E depois como é que querem uma classe de políticos credível, com esta promiscuidade entre política e interesses económicos?

Estas situações eram evitadas se determinados pseudo-políticos não olhassem para os seus bolsos e aspirações pessoais, nem aos favores de "circunstanciais" amigos, mas tomassem as suas decisões em prol do bem nacional.

05 janeiro 2006

PRESIDENCIAIS - O Que Faz Falta!

Este post é para todos aqueles que ainda estão indecisos no voto de dia 22 de Janeiro, ou que ainda não se convenceram bem que o melhor voto vai para o Professor Aníbal.

Penso que esta notícia do Diário Digital representa um ponto forte da diferença de postura de Cavaco Silva face aos outros candidatos. Preferimos um Presidente com uma diferente atitude face aos problemas do país, com um novo diálogo de esperança e confiança, ou um Presidente que acha que não pode fazer nada, querendo ser um mero moderador entre órgãos de soberania?

"O candidato a Belém [Cavaco Silva] sublinhou que os portugueses sabem a importância do papel do chefe de Estado e rejeitou a possibilidade de ser eleito «um Presidente da República resignado, convencido de que não pode fazer nada»."

O Presidente da República não é para estar em Belém sentado a uma secretária a assinar despachos e decretos-lei!

04 janeiro 2006

ALGO - Ao Vivo em Alvoco


Passagem de ano só entre amigos! Deixo aqui abraços e beijinhos para essa "cambada" com quem tive o prazer de passar para 2006!

Sem dúvida uma grande noite em Alvoco da Serra, em plena Serra da Estrela, que primou pela companhia e pelo ambiente de amizade, e pela bonita aldeia!

Joaninha (anfitriã), Zeh, Caty, Carina, Ritinha, César, PT, Ricardo, Sara e Taliban. Vamos tentar fazer o mesmo para o ano e não só, contando também com a presença daquelas poucas pessoas que não puderam, infelizmente, ir!

02 janeiro 2006

PRESIDENCIAIS - Venham essas ideias!

Soares abre as cortinas sobre as ideias que tem para um (im)"provável" futuro mandato! Até que enfim.. É que já estavam prometidas desde o debate com o professor Aníbal!

O candidato, que sofre do Sindroma de Santana e de Portas, depois de uma pré-campanha a fazer acusações ao candidato Cavaco Silva (criticando tudo o que este dizia e o que não dizia, e até o que supostamente pensava) e a esclarecer o povo português sobre a sua interpretação da constituição, premeia-nos com uma nova e "fantástica" ideia para a governação!

Basicamente, essa ideia consiste na retoma das famosas "presidências abertas", mas agora com outro nome - "presidências de proximidade" - e no alargamento dos encontros institucionais semanais, até agora só com o primeiro-ministro às quintas, a todos os partidos com assento parlamentar.

Está a pensar com razão, muito bem. Uma vez que o senhor já não tem idade para passeios pelo país, que venham agora todos a Belém! Sempre lhe poupa tempo para as sestazinhas de meia tarde!

ALGO - 2006

As 12 "supostas" passas para o 2006:

1. ter tempo e paciência para escrever com regularidade no blog;
2. os Dzrt desapareçam do panorama musical português;
3. Mário Soares não ganhe as eleições;
4. Sócrates se torne num primeiro-ministro a sério;
5. Portugal saia da crise;
6. o Santana não regresse à política activa;
7. os americanos mandem embora o Bush junior;
8. a TVI se transforme numa televisão a sério;
9. José Castelo-Branco fuja para o Brasil;
10. o Benfica não ganhe o campeonato;
11. acabe as manhãs da Fátima Lopes e do Goucha;
12. e a última, claro está, uma passa pela taça!

Bom Ano 2006!

30 dezembro 2005

ACTUAL - Falências...

Mais uma fábrica a abrir falência, e mais 220 trabalhadores para a rua. Desta vez nas Caldas da Rainha, uma unidade que funciona à 35 anos, e que agora fechará as portas. A não ser que apareça um anjo ou arcanjo ao estilo "Bombardier" (mas em versão eficaz) e os salve da amargura. Para já têm dois meses e um subsídio de Natal em atraso.

Aos poucos e poucos, vão-se somando as unidades industriais a fechar no nosso modesto país da interpretação dos poderes presidenciais. Com este aumento progressivo do desemprego e com o aumento dos preços a verificar-se agora no início do novo ano, é com preocupação que olho para o futuro. A crescente perda do poder de compra em nada fomenta o crescimento económico do país, quanto mais o bem estar da população! Parece um ciclo que não tem fim!

Volto a lembrar-me daquela conversa com o amigo da extrema-esquerda (POLÍTICA - Crise? Qual crise??), e da necessidade de fazermos algo, algum esforço que não sei bem qual será, para que isto mude, antes que tenhamos que enfrentar o problema da FOME, que noutros tempos e crises nossos avós sofreram.

Aqui fica um post da treta, que muitos não acharam nexo. No entanto, é preciso não esquecermos que de um dia para o outro podemos ficar sem emprego e as coisas poderão tornar-se difíceis. A segurança de um emprego estável hoje em dia vale OURO!

29 dezembro 2005

POLÍTICA - Ota e Tgv III

TGV: uns dizem que sim, outros que não, outros perguntam “mas p’ra quê??”, e outros nem querem saber. Eu penso que o Tgv a vir, vem por bem!

Mas antes de tudo, há que definir o que pretende o Tgv. O Tgv é um comboio de alta velocidade que tem por objectivo ligar Portugal ao resto da Europa por via ferroviária. Um erro comum é admitir que o Tgv servirá para os utentes irem de Lisboa ao Porto num curto espaço de tempo: o Tgv pretende ligar Lisboa às restantes capitais europeias, e o Porto também a essas mesmas capitais, de uma forma rápida e cómoda, competindo com as companhias aéreas, preferencialmente as de low-cost, e usufruindo do espaço da União Europeia, deixando de lado a actual burocracia dos aeroportos, necessária à segurança dos países. Esqueçamos então a ideia da ligação Lisboa – Porto. Para isso já existe uma rede recentemente renovada em que operam duas tipologias de comboio bastante viáveis – Intercidades e Alfa Pendular.

Definido que está o Tgv, será que valerá o investimento de capital para o retorno que terá? Muitos estudiosos da matéria, economistas e engenheiros, dizem que o retorno do “negócio” do Tgv não valerá o investimento. Mas não teremos que olhar também a outro nível? Como será o comportamento da economia e dos agentes económicos se Portugal estiver ligado por uma via ferroviária de alta velocidade ao resto do mercado europeu? E eu já nem falo só em transporte de passageiros. Também muito se lucraria com o transporte de mercadorias em alta velocidade: poderiam empresas estrangeiras estabelecerem-se por cá, com os centros de decisão em Lisboa ou no Porto, uma vez que agora estariam muito mais facilmente ligadas às restantes capitais; as empresas portuguesas também poderiam exportar os seus produtos mais facilmente, baixando os preços de transporte, tendo em conta que a generalidade dos produtos hoje em dia saem do país nos camiões TIR. São só algumas ideias de desenvolvimento que nos colocariam mais próximos do centro da Europa, uma vez que nos vamos situando cada vez mais na periferia.

Então e o trajecto a seguir? O primeiro ante-projecto para o Tgv, pode-se afirmar que era uma ideia megalómana, sem grande capacidade de concretização na actual conjuntura, propunha a construção de muitas linhas e muitos pontos de passagem. O projecto apresentado há dias talvez seja o melhor neste momento, uma vez que se faz o investimento nos pontos essenciais, as duas principais cidades do país, mas deixa em aberto, num futuro economicamente mais risonho, o alargamento da rede. Talvez se houvesse também uma aposta numa linha em direcção ao porto de Sines, para uso exclusivo de mercadorias, não fosse mal pensado. Mas isso ficará para um outro post no futuro.

Uma coisa é certa: a Europa dos actuais 25 está a apostar no Tgv, e é essa pedalada que não podemos perder! Se no passado falhamos no timing da construção da Ota, não nos podemos dar ao luxo que daqui por dez anos estejamos a lamentar e a construir uma rede à pressa, com maior investimento de capital, quando poderíamos estar somente a fazer o alargamento dessa mesma rede.

28 dezembro 2005

ALGO - Back Again!

Peço desculpa aos (poucos) leitores que ainda acompanham o meu deplorável blog por não o ter vindo a actualizar convenientemente. Este último ano da faculdade não deixa muito tempo nem cabeça para escritas e particularmente este último mês tem sido um pouco tramado.

No entanto, espero agora conseguir deixar um tempinho para elaborar uns pequenos textos, nem que seja para abrir o debate entre os leitores. No último post (POLÍTICA - Ota e Tgv II) surgiram comentários extremamente interessantes de dois leitores, e que eu recomendo vivamente à sua leitura. Não quer com isto dizer que concorde na totalidade com esses comentários, mas de qualquer forma trazem novas ideias para o debate e para a reflexão.

O primeiro, d'A Voz da Razão (também conhecido por Dr Jorge Carvalheiro), vem fazer uma pequena abordagem e chamada de atenção sobre o panorama político nacional e o crescente desinteresse por parte da população sobre os temas relacionados.
O segundo, do Manuel Carvalho (mais conhecido por Manel de Loulé), onde ele trás para o debate novos pontos de avaliação da viabilidade política do projecto da Ota, sem interrogações e com afirmações bastante válidas.

Prometido ficou uma reflexão sobre o projecto do TGV, e que espero muito (mesmo muito) em breve poder fazê-la. Este intervalo de tempo permitiu-me amadurecer melhor as ideias, ler umas quantas coisas e ouvir outras tantas.
Também não poderei deixar escapar o tema das presidenciais, que é o que abala neste momento o mundo político. Vou tentar "arranjar" ocasião para uma reflexão cuidada sobre o assunto!

E depois destas palavras, muito ao género de "recomeço" da actividade bloguista, só me resta desejar Boas Festas a todos!

17 novembro 2005

FOTO - Cinzeiro


Foto por Dani Domingues, 2005

02 novembro 2005

POLÍTICA - Ota e Tgv II

Não querendo deixar meramente perguntas no ar, como foi o caso do último post, deixo registado neste primeiro artigo, a minha opinião acerca do caso aeroporto da Ota. Num próximo abordarei o caso Tgv.

Mas primeiro, antes de tomar partidos, temos de definir o principal e verdadeiro objectivo de cada um destes empreendimentos e demarcar a forma como os vemos em termos de investimento público. Só assim poderemos defender uma opinião. Isto é algo que à partida os nossos governantes não fazem.

Assim sendo, o novo aeroporto da Ota surge como alternativa ao actual aeroporto de Lisboa, uma vez não sendo possível que este sofra grandes alargamentos, tão necessários aos caudais de passageiros esperados no futuro. No entanto, também se visualizou na Ota um grande aeroporto que serviria de porta de entrada na Europa a todo o tráfego aéreo transatlântico, isto é, serviria como aeroporto de ligação para os diversos pontos da Europa. Ora esta ideia revela-se de enorme importância, uma vez que colocaria Portugal no “centro” da Europa, tornando-se um ponto de convergência de tráfego. Com certeza que isto traria inúmeras vantagens para o nosso país.

No entanto, deparamo-nos com um problema: Espanha já fez isso há cerca de dez anos atrás com o aeroporto de Madrid. Hoje em dia, Madrid começa a ser a entrada atlântica na Europa e, neste caso, estamos com vinte anos de atraso. Sinceramente, acho que nunca conseguiremos ultrapassar esse atraso, nunca alcançaremos esse objectivo.

Pondo de parte a questão do “mega-aeroporto” de entrada na Europa, voltamos à estaca do mero alargamento com vista a suprimir as necessidades futuras. E coloca-se aí uma questão: será necessário um tão grande investimento de capital para este fim? Eu penso que não. Existem outras formas de colmatar esta necessidade. Se calhar se redistribuir um pouco mais o tráfego pelo Porto e por Faro, se aumentar o aeroporto da Portela até onde fosse possível, se transformar o aeroporto de Figo Maduro e da Alcochete em aeroportos capazes de receber condignamente os passageiros, se capacitar um desses aeroportos com as condições necessárias às companhias aéreas de low-cost (essas companhias necessitam de tempos de desembarque, abastecimento e embarque muito curtos), talvez gastar-se-ia menos dinheiro público e especificaria o tipo de serviço a dispor em cada aeroporto.

Mas são estas questões, é este diálogo aberto que os nossos governantes não têm connosco. Não nos dizem o porquê das coisas, e depois surgem um sem número de opiniões mal formadas baseadas em meras simpatias partidárias. Para se modernizar o país, há que primeiro formar um povo esclarecido, sem dúvidas e consciente dos destinos da nação.

01 novembro 2005

ACTUAL - Ota e Tgv

Muito se tem falado da Ota e do Tgv nos últimos tempos: uns dizem que sim, outros dizem que não, e outros não sabem o que dizer! No decorrer, o zé povinho vai vendo a 1ª Companhia e deixa esses assuntos "chatos" para os senhores da Assembleia.

Temos de um lado uns tipos que diziam que não, mas depois foram para o poder e afinal já é sim, porque não se pode cortar no investimento, no entanto parece que os outros fizeram tudo mal. Temos do outro uns tipos que diziam que sim, que prepararam os projectos, mas que agora já não estão no poder e então já não gostam da ideia, que está tudo errado e são projectos megalómanos. Por estas e por outras é que já ninguém acredita neles, nos chamados "políticos profissionais"!

Depois vêm uns indivíduos, supostamente "notáveis" do mundo empresarial, mandar umas bocas para os jornais: ah e tal, acho muito bem; ah e tal, acho muito mal; pois, a Ota sim; pois, o Tgv é bom; outros dizem que existem melhores projectos, que nestes é só gastar dinheiro.

O que não vemos é gente que realmente perceba a falar deste assunto. Onde estão os senhores professores das universidades que estudam estas coisas dos transportes? Onde estão os senhores de Bruxelas com as suas opiniões incisivas? Onde anda essa gente de bom nome e competente que realmente nos consegue explicar as reais vantagens de cada empreendimento, com isenção político-partidária e sem ceder a lobby's ? Esperemos que falem em breve, porque nos outros já não confiamos!

30 outubro 2005

POLÍTICA - Corruptos

Estava eu a ler o jornal, quando dou com a notícia de que Nino Vieira demitiu o governo da Guiné. A minha primeira pergunta foi: mas o Nino Vieira ganhou as eleições na Guiné-Bissau ??

Tenho estado um pouco a leste das notícias mundiais de menor relevo devido aos trabalhos e estudos da faculdade, mas nunca me passaria pela cabeça que Nino Vieira fosse novamente presidente. Sim, esse senhor corrupto que durante tantos anos roubou o seu país, viveu no luxo e na riqueza enquanto o seu povo era explorado vivendo em níveis da maior pobreza, foi distituido por um golpe militar, teve de fugir para Portugal para não enfrentar a justiça que o condenaria, mantendo-se afastado durante alguns anos.

Constata-se o nível de desinformação pública e de ignorância do povo, fomentado pelo aparelho político, perante tais resultados: a vitória democrática deste senhor num país de terceiro mundo.

Acontece que continuei a ler o jornal e me apercebi da realidade de Portugal: pessoas como Isaltinos Morais, Fátimas Felgueiras, Valentins Loureiros ganham democraticamente eleições em Portugal. E com maiorias absolutas! Pessoas que desviam dinheiros, envolvem-se em negócios suspeitos, enchem os bolsos com dinheiros públicos, continuam impunes à justiça e exercem cargos de elevada responsabilidade. E essa popularidade, que os faz aparecer nas televisões pelos piores motivos, leva à forte agitação popular e a tomada pela defesa do cidadão da terra, o senhor presidente.

É triste verificar a nossa enorme ignorância e a tamanha estupidez que nós, povo, cometemos ao dar o aval de continuidade a pessoas que mostraram não saber exercer cargos políticos com dignidade e respeito. Que exemplo é este para as gerações futuras ??

07 setembro 2005

MÚSICA - O Novo Rock

Outro dia estive no Lisboa Soundz onde actuaram os Franz Ferdinand, essa banda de Glasgow que toca um estilo muito em voga nos últimos tempos, como os The Hives, The Strokes, Interpol, The Killers, entre outros...

Ainda não definiram um nome para este novo estilo de música, mas eu já defini como "New Rock". Porquê? Ora porque vemos renascer na música e na presença em palco o velho rock, tanto o do Elvis Presley como o dos Beatles, mas com as correctas diferenças devido ao Tempo e às Eras que os separam. Pode-se dizer que vemos um Elvis mais rasgado aos anos 80, e uns Beatles mais acelarados.

E o porquê do sucesso repentino deste novo estilo? Eu tenho uma "teoria da conspiração": como podemos ver, todas as gerações têm um estilo de música que define a sua adolescência. Tivemos os metaleiros dos anos 80, o grunge dos anos 90, depois apareceu o new metal e agora está a surgir a onda HipHop. Sendo assim, houve a geração nascida até 1981/82 que apanhou o grouge, a geração de 1987 a 1990/91 que apanhou o New Metal, e agora a nova adolescência que leva com o HipHop.

Sendo assim, existe uma geração no meio (82-86) que não teve um estilo próprio, estando na transição entre o grounge e o new metal, levando com as duas correntes. É essa geração que vemos a comprar em força os albuns destas novas bandas de new rock, a ver os concertos, a identificarem-se com um estilo que lhes pertencia, mas que foi lhes foi afastado no tempo.

E duma coisa não tenho dúvida: Franz Ferdinand deram um grande concerto em Lisboa, num festival. Imagino como será num concerto dedicado à banda! Esperemos que os possamos ver brevemente...

(Também publicado em http://fm-am.blogspot.com/)

19 agosto 2005

MÚSICA - Brother Joe

Cool Hipnoise – Bother Joe

Esta é a história de um gringo, que partiu para a babilónia.

Joe vais partir pra lá do oceano
Que a vida traiu o teu plano
Com uma arma para matar
Cabeça para pensar
Onde está o sonho americano?

Refrão
A terra dos sonhos tá a sonhar com a guerra
E duma mentira fez uma bandeira
Para te cobrir se caíres na areia

Ohh yohh se a guerra te apanha
Uhh brother Joe
Uhh brother Joe

Fizeram de ti arma massiva
Herói invasor, bala perdida
Cruzando os céus pra matar
Do outro lado do mar
Em nome da demo-cracia

Refrão

Ohh yohh que guerra tão estranha
Uhh brother Joe
Uhh brother Joe

Escuta a força da razão contra bombas que furam o chão
Escuta a força da razão contra bombas que furam o chão
Escuta a força da razão contra bombas que furam o chão

07 agosto 2005

ALGO - Por aí, acampado...

É verdade... Já não actualizava o meu desprezivel blog já lá vão uns tempos. Começaram as férias e o tempo e a paciência parece que encurtaram. Além disso tenho dado de mim ao escutismo, o que me tem levado a andar por aí acampado em matas e florestas do nosso país (aquelas que ainda não arderam...).

S. Pedro do Sul - Mata do Pisão, Carvalhais



Foi o acampamento dos caminheiros do meu agrupamento. Estivemos acampados no local onde se realiza o Andanças.

Jambeiras 2005 - Mata do Choupal, Coimbra



Cerca de 1700 escuteiros estiveram 7 dias acampados na mata do choupal, em Coimbra, com o objectivo de celebrar a natureza e o movimento com actividades ao ar livre. Um grande acampamento!

17 julho 2005

ALGO - Sunset in Leirosa

Enfim de férias...

Já andava um pouco farto de exames e finalmente acabaram! Agora praia e passeio! Vou tentar escrever um pouco mais regularmente neste deplorável blog, a ver se passo a dizer algo de jeito... Ou então alguém que me cale!

Praia, Leirosa, essa localidade junto ao Sampaio. Este ano é possível ver algumas diferenças! Desde os úteis passadiços até à zona de praia, preservando as dunas, aos chuveiros instalados, à areia limpa, ao belo arranjo da pequena localidade de forma a acolher os turistas que lhe queiram fazer uma visitinha! E depois há os belos banhos nas calmas águas protegidas pelo molho norte, limpas da outrora espuma proveniente das celuloses, mas que agora é largada lá longe em mar alto.

É sempre um apetite ir à praia, há que aproveitar este belo recurso natural a que temos direito no nosso país!

15 julho 2005

PROVÉRBIOS - Quem semeia ventos...

Espanha e Portugal aderiram à Comunidade Económica Europeia em 1986.

QUEM SEMEIA VENTOS...

Espanha semeou subsídios de investimento comunitário. Portugal semeou subsídios de investimento comunitário.
...
Em Espanha nasceram unidades de produção modernizadas e automatizadas, em Portugal nasceram jipes e carros de luxo. Em Espanha nasceram grandes extensões de área agrícola de regadio, em Portugal nasceram casas de férias no Algarve. Em Espanha nasceram modernas técnicas de plantação agrícola, em Portugal nasceram piscinas nas novas vivendas. Em Espanha nasceram boas apostas em indústrias de futuro, em Portugal nasceram grandes férias no estrangeiro.
...
Em Espanha colheu-se dos maiores crescimentos económicos europeus em época de crise, em Portugal colheu-se crescimento económico de 0,5 % do PIB. Em Espanha colheram-se produtos mais baratos com qualidade, em Portugal colheu-se desemprego. Em Espanha colheu-se boa qualidade de vida dos cidadãos, em Portugal colheu-se subida de impostos. Em Espanha colheu-se competitividade internacional, em Portugal colheram-se sucessivos avisos e alertas da União Europeia. Em Espanha colheram-se defesas para tempos de crise, em Portugal colheu-se uma crise ainda mais grave.

...COLHE TEMPESTADES.

13 julho 2005

POLÍTICA - Crise? Qual crise??

É incrível o que ouço eu por aí. No outro dia vira-se um amigo da extrema-esquerda e diz-me que não há crise nenhuma em Portugal, que só se vê por aí carros novos, casas novas, vidas à grande, grandes férias e ninguém passa FOME. Que isto é mais uma forma de "comer" dinheiro aos que menos podem, aqueles que são "sempre os mesmos". Quando eu discordei e ripostei fui logo rotulado de capitalista neoliberal cristão! É incrível a capacidade-extrema que a extrema-esquerda tem em categorizar todos aqueles que imitem uma opinião "minimamente" política!

E porque é que estamos em crise? Podia começar a falar dos indicadores económicos para a crise, da perda de produção de Portugal reflectido no crescimento económico estimado este ano para 0,5 % do PIB, a estagnação económica, que indica a baixa produção face ao consumo de produtos, ou seja, as empresas em Portugal não escoam os seus produtos nem cá nem lá fora. Isto leva ao desinvestimento na criação de novos postos de trabalho e a dificuldade na manutenção dos actuais, fazendo com que se processe a deslocalização de unidades de produção multinacionais para territórios mais prósperos e a falência de unidades portuguesas.

Mas bem sei que a extrema-esquerda não gosta de percentagens de PIBs nem de cálculos micro e macro económicos e até dizem que as "políticas económicas é uma forma dos capitalistas atacarem o estado social".

Considerando isso, vou olhar para o país: vemos cada vez mais desempregados no interior do país e nas zonas mais desfavorecidas, reflexo da deslocalização de empresas multinacionais. Vejo empresas portuguesas que não conseguem escoar os seus produtos tanto em mercado nacional como internacional, vejo famílias inteiras que começam a viver do subsídio de desemprego, sem perspectivas de se empregarem devido à idade. Vejo os cidadãos a endividarem-se cada vez mais para poderem ter alguns bens de luxo, aproveitando baixos juros para os pagarem aos poucos. Vejo a máquina do estado a endividar-se e a gastar mais do que pode sem se conseguir controlar, a caminho de uma situação insustentável que levará o país à bancarrota. Vejo cada vez mais cidadãos a perder o poder de compra a cada dia que passa, pois se não há emprego, não há dinheiro para comprar bens. E tudo isto a desenvolver-se num ciclo vicioso que ainda não foi possível parar.

Se não vemos a crise assim, teremos de esperar que os cidadãos passem FOME para aí começar a fazer alguma coisa? Aí talvez já seja tarde de mais...

11 julho 2005

FILME - Gangs da Marinha

Assistiu-se ontem na festa da paróquia da Marinha das Ondas à estreia do filme "GANGS DA MARINHA DAS ONDAS", ao qual não faltaram os diversos personagens!

"Numa altura de crise económica e de valores, numa terra de ninguém, dois gangs lutam pela sobrevivência. O gang social-democrata, actual detentor do poder da junta, organiza a festa da paróquia à qual o gang socialista não pretende faltar! Começa assim esta sangrenta luta pelo poder e pelos votos dos eleitores, uma guerra em que só um pode ganhar! Não perca, num palanque perto de si até Outubro!"

Foi interessante poder vislumbrar neste filme a organização de cada gang, encontrando-se de um lado o gang social-democrata atrás do balcão do bar da festa, e do outro o gang socialista junto à senhora dos tremoços.

Esperemos para ver as restantes sequelas do filme agendadas para breve: "Gangs da Marinha 2 - A batalha na Expoondas", "Gangs da Marinha 3 - O contra-ataque no Sampaio", "Gangs da Marinha 4 - O Regresso à Leirosa"!

27 junho 2005

ALGO - Pois, realmente não sei...

Exames... Logo fui eu (próprio) iniciar os escritos neste deplorável blog em época de exames. O tempo começa a escassear e não há tempo para pensar em grandes divagações sobre tudo e sobre nada (algumas baboseiras, vá.. já tinha avisado!).

Como és o único que aqui me visitas, peço-te desculpa por não postar nada de especial nestes últimos tempos. Tenho muitas ideias, mas tempo para as desenvolver não existe muito. Lá mais para o final da época de exames escrevo qualquer coisita!

Enquanto isso, tu, sim tu, que leste os artigos fatídicos que postei, bem que podias comentá-los! Dar umas ideias novas, dizer que eu não tenho razão (o que é bem provável!).

Mas a vida continua, e eu tenho cadeiras para fazer! Engenharia Civil não se faz sem um mínimo de estudo! Espero que continues a vir todos os dias, nem que seja para o contador aumentar dois números todos os dias (sim, porque o outro é a minha visita!). Sinceros cumprimentos!

25 junho 2005

POLÍTICA - Todos diferentes, todos iguais

Parece que nos últimos anos tivemos em Portugal dois governos sucessivos supostamente distintos, mas em muitos aspectos parecidos.

Ora vejamos: ambos prometeram antes das eleições não subir os impostos, ambos chegaram ao governo e disseram que o estado do país era muito mau, ambos pediram uma comissão Constâncio, ambos justificaram medidas de austeridade com o desconhecimento de tal excessivo défice, ambos aumentaram o IVA e os combustiveis, ambos cortaram na função pública, ambos impingiram-nos a ideia do "apertar o cinto", ambos procederam a sucessivas nomeações de cargos políticos, ambos renovaram a frota de automoveis dos ministérios, ambos distribuiram "jobs" pelos "boys", ambos fizeram de nós, portugueses, estúpidos...

Sendo assim, resta-nos uns quantos partidozecos: os da direita conservadora (liberais cristãos semi-nacionalistas), os da esquerda tradicional (marxistas-leninistas do proletareado) e os da esquerda moderna (troskistas neoburgueses)...

Nós, portugueses, votamos pela mudança, mas o que muda realmente é só a cor: ora laranja, ora rosa. Estamos entregues aos bichos!!

24 junho 2005

FOTO - Fogo na Figueira

Aqui fica uma foto do fogo de artificio a atingir o público no S. João da Figueira da Foz. Feriu 51 pessoas.


Fotografia por João Bicho.

23 junho 2005

ALGO - Mensagem

Não. Não vou recitar Fernando Pessoa. A minha apetencia por poesia nunca foi muito além do dado nas aulas de Português até ao 12º ano.

Venho apenas transmitir uma mensagem a ti, leitor, e a outros demais leitores. Venho agradecer as boas palavras de algumas pessoas que leram alguns artigos. Não pretendo impingir ideias, mas sim abrir um diálogo sobre questões que penso importantes.

Prometo que não vou chatear mais os leitores meus amigos que vêm cá para me "fazer o jeito", abrem a página e quando vêm o tema dos artigos e a sua extenção dizem: "Ah e tal, eu venho cá ler isto depois, quando tiver mais tempo!". Compreendo perfeitamente que os temas que acabei por abordar preferencialmente neste deplorável blog não interessem à maioria dos jovens. O pessoal tem mais que pensar!

No entanto, deve ser coisa congénita do código genético português. A malta não está muito a fim de se ralar com os problemas nacionais! Queremos é bola! Bola e novelas brasileiras (se bem que as tugas estão a ficar bem na moda!). "Apertar o cinto? Pode ser... Desde que o Benfica seja campeão!".

Isto com umas aulinhas até que se calhar se resolvia nas gerações futuras! Já que se fala muito na Educação Sexual, porque não também se reclamar por aulas de Educação Civíca? Basta olhar em volta e ver a crescente falta de civismo das pessoas, e cada vez mais dos jovens. Não se pretende moldar cabeças e pensamentos, mas sim permitir um diálogo aberto entre os estudantes sobre temas da actualidade e conceitos de sociedade. Sociedade! Porque somos seres sociais!

Talvez assim deixassemos de ser a figura de portugueses que o sr Presidente da República descreveu...

21 junho 2005

CITAÇÕES - Já lá vai um tempo...

"Estamos perdidos há muito tempo... O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. Os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte, o país está perdido! Algum opositor do actual governo? Não!"

EÇA DE QUEIROZ, Portugal, 1871

PELO LEITOR: Europa do NIM

Achei bastante interessante o comentário que o Eduardo deixou no blog. Por isso passo aqui para que todos possam ler e faço uns pequenos comentários no final. Espero com isto conseguir trabalhar num processo de troca de ideias úteis a quem as ler! Peço desculpa ser um artigo tão extenso…

Por: Eduardo Antunes

Os claros NÃO da França e da Holanda despoletaram uma crise da Europa a 25. Poder-se-á pensar que o NÃO está directamente associado ao conteúdo da constituição, ou talvez seja mais do que isso. Na verdade, a grande maioria dos cidadãos europeus desconhece o que diz a constituição europeia. Contudo, devido à crise económica imposta pela liberalização dos mercados asiáticos e adesão dos países de leste, os cidadãos vêem o referendo como uma forma de protesto, não à Europa, mas à crise. Internamente, a adesão dos novos países de leste, relativamente próximos da Europa central, trouxe uma canalização e deslocação do investimento para estes, principalmente devido ao factor custo de mão-de-obra. Não querendo fugir ao tema proposto, nomeadamente o referendo à constituição europeia, proponho um futuro tema com o título: “Europa a 25, que futuro para Portugal”. Ouve ainda aqueles que votaram contra, devido apenas a problemas internos. Assim sendo, quando a desinformação é evidente, o referendo é utilizado apenas como meio de expressão de revolta. O adiamento do referendo em outros países deverá favorecer a informação dos cidadãos europeus. É claro que o NÃO expressado pelos dois países é difícil de aceitar e é mais uma facada, numa Europa em crise e desunida.


Caro Eduardo,

Não penso que a crise que se estabeleceu na Europa esteja relacionada com o NÃO na França e na Holanda. Penso que é uma crise provocada pelos países mais fortes, que, transformando-se a Europa subitamente num espaço de 25 países, tentam monopolizar o poder de decisão neles próprios (viu-se a dificuldade de negociação do novo quadro de apoios para 2007, principalmente do lado Inglês).
Deixa-me dizer que a maioria das pessoas não conhece a constituição do seu próprio país e no entanto não é por isso que não a respeitam e não lhe conferem a soberania (a constituição portuguesa tem cerca de 300 artigos!). Acrescento ainda que o Reino Unido não tem uma constituição nacional, e no entanto é um país desenvolvido e de plena afirmação política e de soberania.
Devo dizer que concordo quando dizes que o referendo foi usado como forma de protesto ao governo (mas só teve esse impacto em França). Mas isso também quer dizer que o conceito de Europa política ainda não está completamente absorvido pelos cidadãos.
Nomeadamente na Holanda, o NÃO foi uma forma que os cidadãos tiveram de dizer que devemos “afrouxar” a velocidade a que a Europa caminha para uma Federação. É esta a minha opinião também. Estamos a acelerar o passo, sem termos ainda bem sedimentada toda uma nova dimensão política (as divergências em política externa são muitas de país para país). Além disso, os cidadãos começam a sentir que o seu país está a perder soberania, passando muitos poderes para o governo central em Bruxelas, comandado por uns senhores que não conhecem e que nem falam a mesma lingua nem nunca estiveram no seu concelho!
Acrescento ainda que o problema da abertura da Europa aos países de leste só tem maior dimensão em países pequenos como Portugal, que em vez de se industrializar e modernizar em tempo devido, preferiu continuar a apostar na mão de obra barata para atrair investimento externo.
Para concluir, e pegando na tua dica do tema a abordar, penso que antes de se discutir a um nível Europeu se devemos fazer uma constituição política para a Europa, devia-se discutir o que é a Europa nos dias de hoje, onde entraram 10 novos países recentemente. Quais são as fronteiras da Europa? Até que países poderá ser alargada? Qual o conceito de Europa? Será uma Europa meramente económica? Será uma Europa de raiz histórica comum? De cultura idêntica? De plano político semelhante? Qual o objectivo com que estamos a constituir esta sociedade de nações? Custa-me a acreditar que o conceito seja simplesmente o de fazer frente económica aos Estados Unidos. É um conceito um pouco arrogante e em nada pacifico…

20 junho 2005

FOTO - Campanha dos Outdoors..

É sempre bom quando um partido político nos mete um outdoor mesmo à frente da porta de casa...



Foto tirada na terriola Matos, junto a essa bela localidade de Sampaio, na Figueira da Foz.

18 junho 2005

POLÍTICA - A Europa do NIM

Situação:
- governantes fizeram uma constituição para a Europa;
- governantes optaram por deixar os cidadãos escolherem se queriam a constituição;
- cidadãos de dois países importantes da união exprimiram-se significativamente para dizer que NÃO queriam a constituição;
- há forte probabilidade de cidadãos de outros países da união dizerem que NÃO querem a constituição europeia.

Medidas dos governantes:
- adiar os referendos dos restantes países e a decisão de SIM ou NÃO à constituição para daqui a algum tempo, quanto tudo “estiver mais calmo”.

Reflexão:

Presumo que o objectivo dos referendos seja que os cidadãos tenham o poder de decisão directa sobre questões que os nossos governantes concluam ser de especial relevo. Ora se em dois países os cidadãos decidiram significativamente que NÃO queriam a constituição europeia e que, a cumprir-se as sondagens, noutros países também surgiria um NÃO à constituição, é porque realmente os cidadãos europeus NÃO querem uma constituição para a Europa. Lógico, não é? Questão encerrada.

Estava-me a esquecer… Não é questão encerrada. Há um adiamento do processo! E pergunto eu: mas porquê?

Aproxima-se o NÃO à constituição europeia e os nossos governantes adiam a decisão para quando tudo “estiver mais calmo”. E depois se, nessa altura, houver outro NÃO? Volta-se a adiar? Se eles querem o SIM e os cidadãos querem o NÃO, porque é que insistem com referendos e com o adiar do processo? Acabem com os referendos e aprovem eles mesmos a constituição europeia! Porque nos querem obrigar a um SIM? Será para que no final digamos todos em côro “obrigado grandiosos governantes por nos terem possibilitado a escolha de uma constituição que muito queríamos”?

Enfim, coisas lá de Bruxelas

POLÍTICA - A questão dos professores

A questão é esta: será que a comunicação social irá aniquilar a causa dos professores?

Não me vou estender muito sobre a causa dos professores. Só queria referir que o actual governo tomou algumas medidas na defesa do “apertar o cinto” que tocou especialmente na função pública. Para a maioria dos portugueses o significado do “apertar o cinto” é a diminuição do seu ordenado, o aumento dos impostos, a maior dificuldade de viver com o dinheiro que ganham. No entanto, o que não “vêem” é que essas medidas agora tomadas vão retirar aos funcionários públicos benesses que esses mesmos lutaram 20 anos para as conseguir!

Porquê os professores? Ora falando muito directamente e abertamente, na função pública os professores são a classe mais academicamente instruída (pressupomos que seja também a mais esclarecida), e estão a ver esse estatuto, ganho ao fim de anos, perdido em dois dias…E se estão em desacordo, apresentando os seus justos argumentos, têm todo o direito à greve e à manifestação (ainda vivemos numa democracia, raios!).

Voltando à questão: irá a comunicação social apresentar correctamente e em isenção os argumentos dos professores (representando toda uma função pública) e os argumentos do governo, sem cair num dizer aquilo que os “portugueses” querem ouvir? Sim, porque o senhor electricista, a senhora empregada de escritório, o senhor mecânico, o senhor segurança, etc., acham muito bem esta descida de benesses: é a inveja do estatuto que outros ganharam organizando-se!

Questão importante é esta, uma vez que, ao que recordo, há dois mínimos anos, a causa dos estudantes foi duramente atacada pela comunicação social, que os acusou de bêbados, baldas, meninos ricos, “parasitas” que gastam o dinheiro de todos os contribuintes para andar a passear-se pela faculdade (aquilo que a generalidade quer ouvir). E as propinas vieram, aumentaram e ficaram.

Pena foi que olharam apenas a alguns casos, extrapolaram para toda uma comunidade estudantil e esqueceram a verdade da questão: terão os nossos jovens portugueses direito enquanto cidadãos a uma educação e instrução de qualidade, de modo a que possam ser um dia homens e mulheres dispostos a modernizar o país? Será este um aviso da crescente despreocupação que os sucessivos governos têm com o ensino superior? E não me falem em choque tecnológico…

Finalizando, só queria deixar este pensamento: porque é que as pessoas ficam contentes por os outros perderem o estatuto que elas não têm? Porque é que não pensam que devíamos era todos lutar para que a igualdade dos funcionários públicos e não-públicos não seja estabelecida pela fasquia dos mais desfavorecidos, mas sim pela fasquia superior, isto é, que todos usufruíssemos das actuais regalias dessa “classe pública”?

14 junho 2005

ALGO - Asfalto no Sampaio

É com grande alegria que posso anunciar que a grande AVENIDA da Mocidade neste bonito lugar que se chama SAMPAIO já tem a autrora estrada cheia de buracos com um tapete asfaltico completamente renovado!

Agora o autor deste blog (eu próprio!) já poderá passear-se com o seu bonito carro nas ruas desta aldeia, sem o perigo de estragar a suspensãO nem rebentar um pneu (para comemorar lavei o carro e tudo!).

Deixo aqui um grande bem haja ao senhor presidente da junta, que a quatro meses das autarquicas se lembrou de asfaltar o Sampaio, o último lugar da freguesia a precisar de novo reforço.

Viva Sampaio! Viva Portugal! Viva as eleições autarquicas!

Álvaro Cunhal

Morreu ontem Álvaro Cunhal.

Portugal fica com este nome marcado para todo o sempre na sua história. Homem de ideais convictos, homem de liberdade, cidadão do mundo.

Para sempre fica um obrigado a um homem que lutou pela liberdade do regime autoritário. Ele, como tantos, proporcionaram a Portugal um diálogo aberto no quadro político de uma democracia!

Homem que muito deu, sem receber nada em troca, a não ser o perpectuar de um nome.

Condolências a Portugal por se privar deste filho.

11 junho 2005

ALGO - Carcavelos ao Rubro

Isto de ser estudante no técnico e estar em época de exames dá uma trabalheira... Quer-se dizer, queria aqui fazer umas divagações e pensar um bocado fora exames para postar no blog, algo lógico e racional (na medida do possivel, algumas babozeiras...), mas solos e resistência não deixam!

Não dá! O cérebro fica cansado e já não vomita mais nada cá para fora...

Curiosamente, hoje estava a ver as noticias no portal do Sapo (não sei porque é que não vejo o telejornal... era mais fácil...) e deparei-me com uma notícia preocupante: então não é que uns amigos da Amadora resolveram visitar Carcavelos e assaltar a malta que lá se banhava de sol?! É que não eram um grupinho! Juntaram-se cerca de 500 entre os 12 e os 20 anos!!

Faz parecer que voltamos aos anos 20, grupinhos de rapazes que assaltavam em Nova York e Chicago, que vieram mais tarde a transformar-se nas máfias italianas (ver filmes Era uma vez na América e os Padrinhos)!

Faz-me lembrar um episódio que se passou comigo, eskilo e ladeira, nessa mesma praia, em que um sócio lá desses lados nos roubou a nossa querida bola de ténis... Bastardos!!!

09 junho 2005

POESIA - Morte de um galho

Mais um poema da minha autoria.

Morte de um galho

O sol bate na vidraça
Imune ao seu desejo
Ardente como a garça
Que sopra num bocejo.

Água vem ai meu moinho
Sobe a cima, sobe a baixo
Corre sempre, vai sozinho
Pela sombra, simples gajo.

Puxa a arma da cintura
Pedra sai num curto galho
Retrato não trás fissura
No vermelho do Carvalho

Sopra vento, sopra curto
Moinho não está fechado
Água corre por um surto
De um curso todo errado.

Vem a garça lá do fundo
Voa rasa pela aragem
Sofre sempre por um mundo
Cansado, da viagem...

POLÍTICA - Carmona em Lisboa

Caro leitor Lisboeta, a 4 meses de "distância" das autárquicas, aqui apresento alguns argumentos acerca da minha convicção de que o cidadão independente Carmona Rodrigues, candidato pelo PSD à câmara de Lisboa, ganhará as eleições. Já discuti isto com algumas pessoas, fica agora aqui uma síntese dos diversos factores positivos.
Desafio a outros que deixem nos comentários os factores negativos ou alguma opinião particular.

CARMONA RODRIGUES, cidadão independente, candidato pelo PSD a Lisboa

Factores Pessoais

1. É independente;
2. A separação semi-"litigiosa" de Santana Lopes afasta-o das suas politiquices;
3. Está associado a um período menos polémico da câmara;
4. Está e vai fazer uma campanha com propaganda sem conotação partidária;

Factores do Partido

5. Os eleitores têm noção de que já castigaram o PSD nas legislativas, o que levou à queda dos autrora dirigentes;
6. Novos rostos do partido, principalmente o líder, acolhem maior simpatia por parte dos eleitores (ver as sondagens);
7. Uma possível coligação concentrará votos da direita;

Factores da Oposição

8. Os três maiores partidos de esquerda apresentam três candidatos distintos;
9. Candidato de peso do BE, Sá Fernandes, irá recolher muitos votos importantes na esquerda (devido à maior expressão que o BE tem na capital);
10. Carrilho é considerado por muitos como um elitista, reunindo alguma discordância na esquerda e no próprio partido;
11. A imagem do PS no governo irá-se desgastar até às eleições (lembrando a crise actual, o estado de graça acabará mais tarde ou mais cedo).

ALGO - Exames aí...

Já estou farto dos exames, e ainda nem começaram...

Queria aqui escrever um post em condições, tipo algo interessante e minimamente culto (ou uma tentativa disso), mas estou sem cabeça nenhuma...
Tudo começou com a pressão da entrega de Vias, com A-Zeros para um lado e memórias (in)descritivas para o outro. Depois chegou a vez de betão, que levou-me o cérebro todo durante uns tempos para lajes e fundações, culminando numa bela porcaria de frequência, da qual rezo ao Senhor para que me auxilie neste momento de aflição! Agora, para ajudar à festa, vem solos e resistência...

Como já seria de esperar, o exmo senhor sol resolveu aparecer para nos assar! Com esta história toda, a vontade de estudo diminui hiperbolicamente com cada grau de temperatura que aumenta...
Ora penso que aí está o problema da falta de produtividade em Portugal! Então com um tempo destes, a quem apetece ir trabalhar?? Não admira que os tipos lá dos países nórdicos trabalhem mais: com a chuva sempre a cair não têm mais nada que fazer!!! É lixado...

Completando, isto agora ía mas é com umas fériazinhas! Mas só dia 14 do santo mês...

Até lá solos, resistência, estruturas, dimencionamento, vias, processos e quisá betão... HABEMUS EXAMES!

08 junho 2005

FOTO - Amor de Filho

Gostava de deixar aqui um presente aos Lampiões! O filho não esquece o Pai, nem mesmo casando com o rival!
Como os tempos mudam... O dinheiro e a ambição pela glória mandam em tudo...

07 junho 2005

FOTO - Pé no Bairro

Ora então achei por bem disponibilizar aqui no blog uma bela psico-fotografia do meu bonito pé fantasmagórico, a passear-se pelas ruas e ruelas do Bairro Alto, esse engraçado e tranquilo lugar que faz de si próprio a minha segunda casa (ou será terceira?? de qualquer modo não conto com o técnico..).

Devo referir que a bela da fotografia foi retratada pelo exmo senhor cesário, um delinquente finalista do curso de design numa dessas universidades de Lisboa. Cesário, um grande bem haja a ti!

POESIA - Meu Sapato

Para começar em GRANDE, aqui fica um poema escrito em tempos por mim! Devo dizer que suscitou as mais variadas sensações em todos os que o leram. Cabe a ti, inconsequente leitor, analisá-lo e refletir perante tão profundo tema...

MEU SAPATO

As flores são alecrim
As rosas um belo pato
Fui à pesca, não te vi
E perdi o meu sapato.

A lua é azulada
Sem ela não desato
Vem aí a pinacolada
Achei meu sapato!

DISCLAIMER I

O OBJECTIVO é simples: ALGUÉM ME CALE!

Eu não sei bem o que vou aqui escrever, mas uma coisa é certa, não será nada de jeito. Se calhar é melhor até que tu (sim TU) que estás a ler estas linhas não continues a visitar esta tentativa falhada de blog pessoal de (in)discussão de ideias próprias de um ser como eu.

É obvio que não me vou apresentar. Quem quiser saber que pergunte ao vizinho do lado. Mas o que certamente acontecerá é que ninguém mesmo quererá saber quem eu sou. Ainda bem! Também isto de ser mais um cidadão no mundo é o normal de todos os dias, quanto mais um blog no mundo!

Aviso já que este e outros pseudo-textos que estão ou virão a aparecer na tela do TEU ecrã não terão a mínima coerencia linguística, nem introduções desenvolvimentos e conclusões... Isto aqui não passa de um descarregar de ideias da cabeça para o teclado, sem grande preocupação, de um modo completamente aleatório.

Como na realidade não terá muitas visitas, fico contente por ti caro leitor, por teres sido o primeiro e único (in)felizardo a visitar o meu deplorável blog... Mas também com um título pioroso como este, como quero eu cá alguém?!?!

Então assim dou por terminada a primeira assinatura. Grande bem haja a ti, leitor fatídico do blog assassínio da blogosfera portuga!!