19 março 2007

Muse - Knights of cydonia

O meu video-clip preferido dos últimos tempos!

13 março 2007

OLHARES ... #17

...pelo Coliseu

Daniel Domingues, Roma - Italia 2007

13 dezembro 2006

OLHARES ... #16

...por Cinque Terre

Daniel Domingues, Monterosso - Italia 2006

11 dezembro 2006

Vuole Fiore ?

Crónicas Milanesas #5
Itália acaba por ser um país bastante parecido com Portugal: além de haver pombos em tudo o que é praças com estátuas, também por cá existem os senhores “monhês” mais conhecidos por “ké-frô”! Como Portugal tem 10 milhões de habitantes e Itália 80 milhões, também existem 8 vezes mais pombos e 8 vezes mais ké-frô’s!

É uma praga complicada de lidar (os ké-frô… mas os pombos também…)! Ora são flores, ora são brincos coloridos a piscar, ora tiaras de plástico, ora uns imanzinhos extremamente irritantes que tenho visto só mesmo em Itália. Basta irmos na rua com uma companhia feminina e somos logo interpelados a comprar uma florzinha para a menina! Eu tento explicar que sou português, sou estudante e por isso não tenho dinheiro, que é melhor pedir a algum italiano. Mas parece-me que percebem menos da língua do que eu! E não descolam!

Na famosa Piazza del Duomo, aqui em Milano, existem muitos, mas mesmo MUITOS ké-frô’s. Ora, se eu vou na rua e vejo-os sempre cheios de flores na mão, e não vejo ninguém a comprar ou que tenha comprado, inquieta-me uma questão: MAS PORQUE É QUE ELES INSISTEM???

Saudações milanesas!

10 dezembro 2006

Lost in Translation

Crónicas Milanesas #4
POLIGLOTA! Eu sou um poliglota! Ao fim de 83 dias a residir em terras de estranhos, já consigo arranhar o suficiente de italiano! Até aqui era um mero “bi-glota” remediado, com um português mediano e um inglês reles. Agora continuo com o português mediano, aumentei o inglês para um desenrascado, e adquiri um italiano arranhado!

Além disso, acho que já toco num poliglotismo-advanced, porque consigo usar as três línguas numa mesma frase, com a destreza e à-vontade que essa idiotice permite! E melhor ainda, consigo responder em italiano quando me falam em inglês, sem sequer me aperceber! Ou seja, uma verdadeira confusão de línguas!

Agora compreendo um pouco melhor os nossos imigras, que no verão nos invadem com mercis, vacances, çavas e palavras afins: ao fim de um ano inteiro a levar com uma língua estrangeira nos ouvidos, confunde-se o próprio cérebro, e sai o que se ouve! Dilemas de quem se perde na tradução!

Saudações milanesas!

09 dezembro 2006

OLHARES ... #15

...por Cinque Terre
Daniel Domingues, Vernazza - Italia 2006

08 dezembro 2006

OLHARES ... #14

...por Cinque Terre
Daniel Domingues, Cinque Terre - Italia 2006

07 dezembro 2006

OLHARES ... #13

...por Cinque Terre

Daniel Domingues, Riomaggiore - Italia 2006

01 dezembro 2006

LIBERDADE ... voxpop

Aproveitando o dia da Restauração da Independência de Portugal, lanço um voxpop nos comentários deste post.

O QUE É A LIBERDADE? O QUE É SER LIVRE?

Fico à espera que colaborem com O Código. Não se prendam ao simples significado relacionado com o feriado!


Restauração da Independência
(fonte wikipedia)
A Restauração da Independência é um feriado comemorado em Portugal anualmente no dia 1 de Dezembro, para assinalar a recuperação da independência nacional face à Espanha em 1640, que durante 60 anos ocupou o país e o oprimiu.

A morte de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique (1578-1580), deu origem a uma crise dinástica. Nas Cortes de Tomar de 1581, Felipe II de Espanha é aclamado rei de Portugal. Durante sessenta anos Portugal sofreu o domínio filipino. No dia 1 de Dezembro de 1640, os Portugueses restauraram a sua independência.

Ao contrário daquilo que o monarca prometeu nas cortes de Tomar de 1580, ainda no seu mandato, e de modo mais intenso no reinado seu sucessor, Filipe III de Espanha, o desrespeito dos privilégios nacionais vinha agravando-se. Os impostos aumentavam; a população empobrecia; os burgueses ficavam afectados nos seus interesses comerciais; a nobreza estava preocupada com a perda dos seus postos e rendimentos; e o Império Português era ameaçado por ingleses e holandeses perante o desinteresse dos governadores filipinos.

Portugal estava também envolvido nas controvérsias europeias que a Espanha estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (São Jorge da Mina, 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em 1639) e fundamentalmente no Brasil (Salvador, Bahia, em 1624; Pernambuco, Paraíba, rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe desde 1630).

30 novembro 2006

Automobili di Milano

Crónicas Milanesas #3
Simplesmente vagueando pelas ruas de Milano, é facil descobrir assunto para uns três ou quatro post's das Crónicas Milanesas! Assim sendo, vou aqui começar com o primeiro!

E este primeiro tem a ver com carros. Não exactamente automóveis quaisquer, mas sim dois modelos que por aqui se vê com relativa frequência, bastante superior à do nosso "humilde" Portugal. Não, não estou a falar dos Lancias e dos Fiats! Andam muitos no trânsito, mas são carros banais... Estou a falar de Porches e Minis! Porches de todos os modelos que existem, desde desportivos aos novos jeeps, e Minis somente do modelo mais recente, nada de Misters Beans!

Tendo em consideração o preço de cada um destes modelos, bem se pode notar a diferente qualidade de vida entre Milano e Lisboa! E aqui o português lá se tem de aguentar com os preços desta "mais cara" cidade Italiana (quem me disse isso concerteza que nunca esteve em Venezia...).

Depois de uma pequena pesquisa reparei no facto de que o mesmo Mini Cooper custa mais 5000 euros em Portugal do que aqui em Itália! Mil contos em taxas alfandegarias e em imposto automóvel! E depois ainda há o IVA, um imposto taxado sobre o valor de outro imposto...

Com salários mais baixos, e bens de luxo mais caros, lá se vai vivendo nesse cantinho da Europa a 25!

Saudações milanesas!

16 novembro 2006

Da Génese de um Atraso

Reflexões sobre Portugal no Mundo
Há quem diga que o actual atraso de Portugal relativamente aos países ditos desenvolvidos, e especificamente os europeus que estão culturalmente mais próximos de nós, se deve aos 30 anos de ditadura salazarista que vivemos num passado próximo. Não digo que isso não tenha contribuído para este estado de atraso, mas fica muito longe da causa de fundo. Por muito discutível que possa ser, na minha opinião o atraso que Portugal conhece não é exclusivamente culpa directa do povo português. Aliás, o português é tipicamente autocrítico com uma enorme falta de confiança em si próprio. Daí toda esta culpabilização!

A principal causa do atraso português deriva na nossa geolocalização. O facto de estarmos na “periferia” da Europa e numa península condiciona a rápida circulação de informação e de pensamentos. Estando no centro é mais fácil o cruzar de ideias e de inovações, pois o caminho é mais “curto”! Não sendo esta situação recente, se formos estudar um pouco da pré-história da península ibérica e particularmente deste nosso cantinho, poderemos ler arqueólogos e historiadores referirem que não é possível datar as diversas épocas evolutivas que se sucederam no centro da Europa na mesma altura que sucederam por cá. Pelos vestígios encontrados, os instrumentos “tecnológicos” chegavam atrasados e muitas vezes acabavam por ser mais rudimentares. Logo trata-se de um problema já antigo.

A juntar a este facto, posso afirmar de uma forma empírica que a nossa origem latina e mediterrânea não abona nada a favor. A nível da “personalidade” de um povo, podemos fazer alguns paralelismos com países como a Itália, França, Grécia, Espanha (ressalvando que o passado próximo de Espanha proporcionou um desenvolvimento diferente). Mas esta questão já tem a ver com antropologia, uma área que desconheço na generalidade. Por isso apenas levanto a ideia.

No entanto, não podemos admitir este cenário pessimista como um fado que não podemos contornar. Se olharmos para o passado, vemos os descobrimentos como uma época áurea da história do nosso país. Por algum tempo conseguimos “rodar” o mundo e colocarmo-nos no centro geográfico e tecnológico. E só assim foi possível porque houve alguns portugueses que tiver uma visão e concretizaram-na, levando a nossa humilde língua a ser a sexta mais falada no mundo.

Este atraso não é invencível. O que precisamos é de homens e mulheres com visão e com coragem para mudar! E não deixar a “moeda fraca” sobrepor-se à “moeda boa”…

27 outubro 2006

Na aldeia global...

“A verdade é que ainda há muita gente para quem a defesa da privacidade e da intimidade são elementos essenciais da sua dignidade e da dignidade dos outros, muita gente que se respeita a si próprio para gostar de ter e viver no seu espaço de liberdade. […] São cada vez mais uma minoria em extinção, face aos maus hábitos das gerações antigas habituadas à coscuvilhice e ao boatério e das mais novas que praticam a "aldeia global" com todos os inconvenientes da "aldeia", onde todos se conhecem. As gerações do telemóvel e da Internet anónima crescem sem qualquer respeito pela privacidade e intimidade, como se vivessem num reality show. São eles que não perceberam que, ao aceitar um telemóvel com GPS ou com vídeo, aceitam ser controlados com eficácia. Não querem saber, cresceram assim, ninguém os educou para a reserva de si próprios. Serão excelentes clientes para os psiquiatras, quando tiverem dinheiro para os pagar.”

José Pacheco Pereira, Público 26/10/2006

26 outubro 2006

Competitividade

Enquanto escrevia o post anterior, questionei-me sobre a competitividade de Portugal no mundo económico internacional. Podemos classificar a mão-de-obra portuguesa como generalizadamente desqualificada, triste facto que se deve à má abordagem do sistema de ensino em Portugal. Estamos perante um ensino que trás ao cidadão uma série de informação, que terá de processar e empinar, como forma de alcançar um certo nível académico, muitas vezes básico, para chegar a “determinado emprego”, não o preparando com os instrumentos e conhecimentos necessários para enfrentar o mundo do trabalho. Assim, essa formação fica um pouco destinada às empresas, que na maioria dos casos simplesmente negligencia e utiliza-os nos habituais serviços desqualificados.

Ora baseando-se a nossa mão-de-obra em desqualificação tendencialmente barata, estamos a competir com países que oferecem o mesmo tipo de mão-de-obra. Países que os governos permitem o abuso nas condições de trabalho, como este exemplo na Polónia, em que nem o mais elementar acto de ser humano os empregados têm direito a usufruir condignamente. Isto sem falar do caso de outros países com mão-de-obra ainda mais barata, que para além das condições e das horas de trabalho ultrapassarem os limites do humanamente aceitável, a força motriz desse trabalho baseia-se em muito nas crianças que se vêem forçadas à quase escravidão para aliviarem um pouco a péssima qualidade de vida que as suas famílias têm. E tudo isto com o consentimento de governos autoritários ditos do povo e a complacência de certos países ditos super-desenvolvidos, cujo volume de investimentos nesses locais são de tal ordem elevados que qualquer alteração desta situação levaria a um valente abanão económico.

Num Portugal de século XXI não podemos competir nesta área, neste universo de mercado de trabalho, em que felizmente ficamos em desvantagem. Temos de ser um país qualificado, em que os trabalhadores estejam empregados devido à sua boa técnica e aos bons conhecimentos que trazem às empresas e aos seus produtos. Mas para isso há que mudar um pouco todo o sistema de ensino e, sobretudo, a mentalidade do emprego em detrimento do trabalho.

25 outubro 2006

In Polónia...

Crónicas Milanesas #2
No outro dia estava eu num encontro de eramus à conversa com um individuo polaco sobre os grupos económicos portugueses que estão a investir na Polónia. Contava-me ele que os estrangeiros têm dinheiro para investir na Polónia e os de lá não, porque estiveram muitos anos debaixo de uma ditadura comunista, que levou o país a um mau estar financeiro.

Contava-me ele que a maior cadeira de supermercados na Polónia pertencia a portugueses. Eu já tinha conhecimento disso, pertence à Jerónimo Martins SA, o mesmo dono do Pingo Doce. O que desconhecia era as condições de trabalho que as empregadas da caixa desse supermercado "usufruíam".

Segundo o que parece, as "caixas" do supermercado têm de usar uma espécie de fralda, «like the babys», para não interromperem o serviço, e assim aumentarem a produtividade! Tudo o que precisam de fazer, fazem-no ali, enquanto passam talvez uma alface ou quiçá uma embalagem de queijo.

Agora percebo a queixa dos grupos económicos portugueses quanto à baixa produtividade em Portugal relativamente aos novos países da Europa 25. Pois assim não há produtividade que "aguente"!

Saudações milanesas!

20 outubro 2006

VIETATO FUMARE

Crónicas Milanesas #1
Aqui em Milano, e penso que acontece o mesmo em toda Itália, é proibido fumar em qualquer local público fechado, seja restaurante, cafezito da esquina, disconight, repartição de finanças, tudo.

O resultado disto é o seguinte: posso comer descansado a bela da pizza no restaurante sem levar com o fumo do vizinho do lado; as roupas deixam de vir impregnadas com o fumo depois da noite na disconight, o ambiente em todo o lado é mais "limpinho".

E não me faz parecer que incomode muito aos fumadores terem de se deslocar aos locais abertos ao ar livre, designadamente nas discotecas, para fumarem o seu cigarrito.

E vocês, meus amigos fumadores e não fumadores, nem imaginam a utilidade desta lei em Portugal. Aqui há uns meses, quando se falou de um projecto-lei nesse sentido, também eu fui um pouco crítico. Mas só vivendo essa ausência de fumo, é que se entende!

Saudações milanesas!

16 outubro 2006

Carta aos Meus Amigos

Caros amigos, um bem haja a todos!

Eu por cá ando em Milano, a suposta capital europeia da moda... Cheguei bem, e cá me adaptei! Já lá vai quase um mês, e devido aos muitos pedidos de muitas famílias, volto aqui a escrever neste meu-vosso blog!

Português, Inglês, Italiano, e um pouco de Francês! São estas as línguas que diariamente tenho de falar. Porquê? Ora porque eu vim de erasmus para uma cidade cheia de erasmus portugueses, que tenho conhecido. Um cidade cheia de erasmus portugueses e cheia de erasmus de todas as nacionalidades! Ora daí vem o inglês como lingua oficial internacional! O inglês é internacional, mas não em itália... Por cá toda a gente só fala italiano... E eu lá me tenho de desenrascar nessa lingua para os afazeres do dia-a-dia! Como se não bastasse isso, ainda me foi calhar no apartamento dois franceses. Um fala inglês, o outro não... Vale os três anos de francês no secundário!

Itália é caótica! Transito caótico, serviços caóticos, aulas caóticas, tudo caótico! Um exemplo rápido: demorei duas horas e meia numa lojazita para conseguir obter um número de telemovel-vodafone de cá! E multibancos? Esquece... Os que existem em todas as esquinas de Lisboa, cá fazem-se aparecer muito raramente! E serviços extra não há: só se pode levantar dinheiro... Ainda dizem que Portugal anda mal!

Espero que esteja tudo bem convosco, e mandem-me novidades!

Beijinhos e abraços,
deste Dani!

18 setembro 2006

Está tudo doido!

Estava a ver imagens do médio oriente no noticiário da TV, em que os muçulmanos queimavam um boneco do Papa, uma bandeira americana e outra alemã. A primeira questão que me veio à cabeça foi: mas que raio têm estas três coisas a ver uma com as outras??

Depois de me alienar desse curioso facto, tornei-me radical e insurgi-me contra o povo islâmico, que está a ferir as minhas convicções religiosas ao queimar um boneco do mais alto representante do "meu Deus católico" na Terra! Além disso, ouvi um Ayatolah dizer que o Papa, o representante do "meu Deus", teria de se ajoelhar perante um alto representante Islâmico, como que a dizer que a "minha religião" era inferior à dele!

Ahh! Fiquei bastante furioso, e agora estou seriamente a pensar em fazer alguma coisa contra esses bastardos que não me "respeitam"! Tive a falar com uns amigos porreiros, também eles católicos quando lhes dá jeito, mas que acima de tudo gostam de zaragata e de destruição! Eles, "radicais" que são, também ficaram possessos com esta atitude provocatória do povo muçulmano, e estamos agora a planear um ataque bombista à mesquita de Lisboa, em retaliação a este infame acto!

Já nos intitulamos "Grupo Armado Cruzadas Século 21"! A partir de agora vamos enganar mais uns católicos ignorantes, que tal como nós gostem de andar à porrada, e vamos combater os infames, como os "nossos antepassados" fizeram à mil anos atrás!

** Este texto é dedicado a todos os chamados "moderados cristãos" que ferozmente condenam o Papa pelas suas palavras, e desculpam com isso o saque e destruição de duas igrejas católicas na palestina e o assassínio de uma freira na Somália que ensinava jovens somalis a exercerem medicina no campo de refugiados...

17 setembro 2006

OLHARES ... #12

...pelo Caminho de Santiago












Dani Domingues, Galiza 2006

16 setembro 2006

OLHARES ... #11

...pelo Caminho de Santiago












Dani Domingues, Pontesampayo - Galiza 2006

15 setembro 2006

OLHARES ... #10

...pelo Caminho de Santiago












Dani Domingues, Pontesampayo - Galiza 2006

14 setembro 2006

DISCLAIMER II

Ao fim de ano e pouco a escrever n’O Código e com 66 artigos publicados, resolvi reescrever o disclaimer, como que propondo uma nova fase a este blog!

Infelizmente, a minha ocupada vida de estudante na recta final não me proporcionou tempo adequado para uma maior disponibilidade intelectual, de modo que os textos pouco a pouco foram escasseando. No entanto, as ideias não faltaram! Faltou foi quem as passasse para o papel!

Estando agora numa fase mais “soft” de exames e trabalhos, e a cinco dias de partir para a minha estadia de seis meses na cidade de Milão – Itália, autoproponho-me a voltar à actividade de “bloguista” de diminuto gabarito! Anuncio, desde já, que vou escrever o meu diário de viagem aqui neste site, pelo que sempre me podem acompanhar nas “Crónicas Milanezas”. Também quero continuar a escrever sobre assuntos do fórum político, quer ideias quer dissertações temáticas, e críticas ao quotidiano nacional! Ou seja, o normal dos meus dias mais assíduos!

Espero que quem me ler uma vez, vá acompanhando as minhas ideias. É claro que não espero vir alcançar muito público! Talvez os meus amigos leiam estas linhas, e pouco mais…

Um abraço a todos, e vemo-nos pró Natal!

08 agosto 2006

Da juventude

Enquanto vou arrumando a minha mochila para partir para o norte do país, dando ínicio à peregrinação a Santiago de Compostela a pé, com o meu grupo de escuteiros, resolvi vir aqui dar um "saltinho" a este meu blog para deixar um pensamento que me tem invadido (não sei muito bem porquê) durante os últimos dias, talvez mesmo durante as últimas semanas:

BENDITO O JOVEM, que na simplicidade da sua juventude, pensa que é capaz de mudar o mundo, não se renegando à impossibilidade da vida quotidiana.

BENDITO O HOMEM que assim pensa toda a vida, pois será sempre jovem e mudará o mundo.


01 julho 2006

Sentado

Sentado, sozinho, esperando. Nesta tarde triste e fria, José de Lemos puxa de um pensativo e fuma-o, calmamente. Tem um encontro marcado. Um encontro com o tempo, aquele que ficou para trás, que o fez homem das artes, senhor da cultura, aquele que o lançou na glória, na vida mundana de uma cidade cosmopolita. Aquele que agora o abandonou à sua solitária vida.
Para Paris José foi, e de lá veio. Veio e trouxe recordações de anos de glamour, de câmara na mão, exibindo à sua película monocromática os olhares de gentes, e de olhares vivia sua glória de fotógrafo aclamado, jornalista eminente, portador de vivências e de imagens que grande azafama causou à ditadura da terra natal, pelo olhar nacional de quem está lá fora e vê o que não se vê pela cortina que envolve a tirania.
De Paris José veio. Veio e fotografou a infantil democracia que foi crescendo, e que de infantil passou a adulta, e que de adulta José a retratou. De câmara na mão, exibiu a sua película aos olhares do povo, no jornal, na revista, na vida das gentes que de fora tão pouco sabiam.
José tem um encontro com o tempo. E puxando do pensativo, vai pensando no que lhe perguntar. Para onde o levou? Que fez com a sua glória? Porque de novo o fez velho, e de velho o fez só? Somente o tempo escondido o sabe, e ele no fundo também, que nos seus tempos de ouro, uma perda a outra leva, e aos poucos também leva a vida.
Matilde era o seu nome. José não o sabia, mas num dia o descobriu, e desde esse dia a retratou na sua câmara, no acordar e no deitar, naquele dia em que juntos foram à costa e aí, na praia, saborearam o pôr-do-sol outoniço e a leve brisa do mar que lhes invadia a face e a alma, e se prolongou pelo feliz momento das suas vidas.
Mas triste foi o destino que tomou Matilde, que tomou a sua vida e a levou no tempo. Num dia em que um maldito inflamou seu corpo, seu interior, e rápido se espalhou, e rápido a consumiu. E a levou para longe, onde José não chegaria, onde a sua película não a retrataria. José ficou, ficou num mundo que lhe pareceu escurecer num simples fechar do diafragma.
E num copo escocês, numa garrafa amarga vai a glória de outros tempos, arrastando a alma e o corpo para longe da vida vivida, tentando esquecer uma perda que em outra se tornou. A película, essa, distorcida não voltou, e os anos de glória, de câmara na mão, de vida e vivências, de imagens retratadas, esqueceram-se no tempo, nesse tempo cujo encontro tem marcado.
Chegou a hora. São cinco e meia, hora marcada pelo tempo, hora marcada para a sessão do filme da sua vida, aquela sessão em que vai perguntar ao tempo o que o tempo fez à sua vida. Ao que o levou, ao que o trouxe de volta, e voltou a perder.
Entra devagar, vê a sala vazia. Apaga a beata do seu pensativo amigo e observa as cadeiras, procurando um lugar. Nelas encontra espaços em branco, películas perdidas que o tempo encarregou de esbranquiçar. Excepto numa, a que tem a sua velha e amiga câmara, aquela que o levou ao glamour da cidade cosmopolita, às imagens retratadas de um mundo desconhecido, à felicidade dos momentos vividos. Descobre aí o seu lugar e, sentado, espera o tempo chegar.

Junho 2006

29 maio 2006

OLHARES ... #9

...pela Baixa












Dani Domingues, Lisboa 2006

26 maio 2006

OLHARES ... #8

...pela Terrinha











Dani Domingues, Sampaio 2006

25 maio 2006

OLHARES ... #7

...pela Baixa

















Dani Domingues, Lisboa 2006

23 maio 2006

OLHARES ... #6

...pela Praça do Chile












Dani Domingues, Lisboa 2006

22 maio 2006

OLHARES ... #5

...pelo Chiado












Dani Domingues, Lisboa 2006

21 maio 2006

OLHARES ... #4

...pela Alameda












Dani Domingues, Lisboa 2006

20 maio 2006

OLHARES ... #3

...pelas colinas de Lisboa












Dani Domingues, Lisboa 2006

19 maio 2006

OLHARES ... #2

...pelo Largo de Camões











Dani Domingues, Lisboa 2006, Foto e Edição Digital

26 abril 2006

Conversas de café...

Hoje fui beber o café do almoço ao café/tasca aqui da rua, e nesse entretanto, assisti a uma conversa típica e deveras interessante. Estava à conversa com a trabalhadora do estabelecimento um indivíduo que aparentava ser sindicalista, vestido com o seu belo "blaser" de funcionário público, e um senhor de barbas, também ele comodamente vestido, quando entra um outro indivíduo, que era mecânico da oficina do lado. Todos eles aparentavam já se conhecer. Começa então a conversa, que foi qualquer coisa deste género:

Mecânico (M) – Ora aqui estão os sindicalistas a não deixarem trabalhar os trabalhadores!
Trabalhadora (T) – Queres um café?
M – Sim sim! … Por isso é que o país não produz! Ninguém quer trabalhar!
Senhor de barbas (SB) – As pessoas não querem trabalho, querem é emprego!
M – Pois eu quero é trabalhar, que de emprego estou farto.
SB – Estás farto de emprego?!
M – Sim. Quero é que me dêem trabalho para fazer! Se ninguém fizer nada isto não anda! Vocês sindicalistas desculpam-se com o sindicato e o resto da malta é que trabalha!
Sindicalista (S) – Eu tenho menos horas que é para tratar dos assuntos dos sindicatos pelos trabalhadores!
M – Eu se fosse patrão dava mais dias de férias aos trabalhadores e não dava nada para os sindicalistas! Tão sempre a reclamar e não fazem nada! Isso é que era!
S – Epa, eu estudei por isso produzo de outra maneira. Tu não estudaste, tens de produzir com mais trabalho.
SB – Pois, é como eu!
M – É sempre a mesma coisa! Estudos pr’aqui e pr’ali, mas eu se fosse patrão, mandava os sindicalistas todos embora!
S – Tu se fosses patrão não davas era nada aos trabalhadores! Nós estamos aqui para defender os trabalhadores. Por isso é que eu não sou patrão, porque concerteza fazia o mesmo que eles!! Por isso é que continuo no sindicato.
M – É devido aos sindicalistas que o país está assim! Se depois do 25 de Abril não tivessem vindo os sindicalistas o país estava bem melhor! Então adeus e até logo!

E assim se vive nos cafés e tascas da capital!

24 abril 2006

Okay, confirmo!

Okay, confirma-se o boato: eu ando mesmo de colar cervical...

Mas, por favor, não me perguntem mais o que me aconteceu!!! Não foi nada de grave, é apenas tratamento de correcção! Não tive nenhum acidente de automóvel, não caí das escadas, não me aconteceu nada. Isto não me dói e é só para tentar corrigir um problema qualquer, que o médico em boa fé me tentou explicar, mas na sua incompreensível linguagem não conseguiu!

Claro que é chato andar com esta "coleira" ao pescoço. No entanto, no supermercado acaba por ser interessante: as meninas da caixa do pingo doce são mais simpáticas e arrumam-me as compras nos sacos; as pessoas que por acaso me tocam quando se cruzam comigo pedem-me logo sinceras desculpas; dão-me sempre passagem nos cruzamentos estreitos dos corredores das compras; entre outras coisas que agora não me vêm há memória!

Só impacientemente fico à espera que alguém me dê prioridade de passagem na fila de pagamento! Vou sempre para a caixa prioritária na esperança que alguém olhe para mim e se lembre: olha ali está um rapazinho aleijado! vamos deixar passar à frente para ele não estar em pé, coitadinho!

Mas não... Até agora nunca aconteceu. No que toca a filas de espera, as pessoas são implacáveis! Ninguém passa à frente! Eu cheguei primeiro!!!

Fico então expectante que um dia este sonho de passar à frente das pessoas na fila do supermercado se concretize! Ou então não…

23 abril 2006

No Euromilhões e Arredores...

Hoje fui jogar no Euromilhões (e como obvio é, nada ganhei!).

Eram umas seis da tarde e estava uma fila enorme no guichet das apostas. Ora logo aqui se vê o típico "deixar tudo para a última" do português, e a mínima vontade de ganhar dinheiro na vida através do árduo trabalho do dia-a-dia!

Não querendo falar de uma forma quantitativa, mas sim qualitativa, posso afirmar que nós, portugueses, somos dos que mais apostam no euromillion, e assim também acabamos por ser dos que levam mais prémios (a lei das probabilidades ainda reina, se bem que os diversos sorteios com dois números seguidos espalham uma ligeira desconfiança...)!

Além desta vontade fútil de jogador de boletins e de pouco trabalho, existe o facto de todos querermos entrar para o guiness! O sonho é a ribalta: o maior número de velas acesas em simultâneo, correr 24 horas numa passadeira eléctrica, a maior sopa do mundo, o maior presépio de chocolate do mundo, e mais um sem número de inutilidades. Todos queremos o nome da nossa santa terrinha no jornal, na tv, em todo o lado!

Ainda se defendêssemos os actuais e dignos recordes mundiais, como por exemplo a maior floresta de sobreiros, a qual está a desaparecer devido à crescente especulação imobiliária em torno dos belos "montes alentejanos"... Em Portugal está concentrada cerca de 33% da área mundial de sobreiros, sendo a responsável pela produção de 51% de toda a cortiça mundial, um produto de qualidade para exportação. Mas não... Só nos dá para as nulidades.

Haja protagonismo e sorte! É o que vai alimentando este nosso ego provinciano de ser português!

20 abril 2006

Iraque...2003/??

Would you hold my hand
If I saw you in heaven
Would you help me stand
If I saw you in heaven
I'll find my way, through night and day
Cause I know I just can't stay
Here in heaven
[...]
Beyond the door
There's peace I'm sure.
And I know there'll be no more...
Tears in heaven


Foto World Press Photo 2004

17 abril 2006

Som Nacional

CINDY KAT - Volume 1
- Polaroide

Um novo som electronico nacional, com os antigos elementos dos Sétima Legião. Sonoridade bastante interessante.



A NAIFA - 3 Minutos Antes de a Maré Encher
- Monotone

Segundo albúm de confirmação de um grupo que dá uma nova visão ao fado português. Vale a pena dar uma "ouvidela"!

19 março 2006

No Mundo das SIGLAS

Se quisermos ver TV fazemos zapping pela RTP, SIC ou TVI, ou então via cabo pela MTV, CNN ou NBC. Se preferirmos rádio, ouvimos uma musiquinha na RFM, ou notícias na hora pela TSF. No entanto, sempre temos a FNAC, onde podemos comprar um DVD ou um CD. Mas como CDs já não se usam, ouvimos é MP3.

Se formos viajar, podemos abastecer na BP ou na GALP, ou então vamos pela CP, ou futuramente no TGV. Se tivermos mais dinheiro, podemos mesmo ir na TAP! Se não quisermos ir tão longe, sempre podemos ver os lampiões a gritar pelo SLB, mas isso na TV.

Dizem por aí que a TMN SMS à pala. Mas também podemos telefonar pela PT ou pela ONI. Já que falamos da PT, lembramo-nos da OPA que a SONAE fez, e também da outra OPA que o BCP fez ao BPI. Tudo isto fez subir o índice PSI 20, na BVL.

Fala-se de economia, fala-se de políticos! E aí temos muitos: PSD, PS, CDS, PC, CGTP, BE, MRPP... E já puxa o 25 de Abril, quando surgiu as FP25. Isso já cá não há, mas os espanhóis têm a ETA.

E já agora, eu estudo LEC, no IST, que faz parte da UTL. Mas nessa área ainda há mais: a UTAD, a UBI, a FCT...

Que admirável este mundo novo!

16 março 2006

QUESTÕES - Serviços?

Estando hoje presente num seminário sobre estratégia e ética na gestão, questionei-me e questionamo-nos sobre um assunto pertinente e que aqui deixo para reflexão.

Hoje em dia tudo é classificado em lucros e prejuízos: os lucros nos bancos, os prejuízos na administração pública, os lucros na EDP, os prejuízos nos hospitais. Estas duas palavras são as que bastam para avaliar a fiabilidade de um sistema.

E eu pergunto: que é feito das palavras SERVIÇO PÚBLICO ??

O serviço público de saúde, o serviço público de educação, o serviço público de electricidade, o serviço público que cada vez é mais esquecido e traduzido em receitas e despesas, que justificam a "inevitabilidade" de soluções que lesionam os interesses dos cidadãos de Portugal, aquelas que "se não se fizerem agora tudo vai ser pior"!

E nós calmamente assistimos a este show na TV, credulamente sentados...

02 março 2006

OLHARES ... #1

...pelo Castelo de S. Jorge

Dani Domingues, Lisboa 2006

...pela Serra da Lousã

Dani Domingues, Talasnal 2006

02 fevereiro 2006

ALGO - No País da Neve


E quem diria que eu um dia iria ver a bela praia da Figueira coberta por um manto de neve? Ironias de uma corrente nórdica!!

Neste belo dia, o nosso país saiu à rua para "brincar" na neve, coisa rara e estranha por estes lados. E não podia calhar melhor que num domingo, dia de descanso e convívio para as famílias portuguesas, que assim puderam aproveitar de forma diferente e divertida este frio gelado que temos sentido na pele.

Cheira-me a tempos de mudança: temos um novo presidente eleito, o Sporting massacra ao Benfica relançando o campeonato, cai neve em todo o país, o Bill Gates vem a Portugal devido ao "Plano Tecnológico"... Pode ser que esta corrente nórdica traga bons ventos de vida boa para os nossos lados, coisa que vem faltando desde há uns tempos para cá!

26 janeiro 2006

BLOGS - A Lenta Dissolução dos Partidos

Chamo a atenção a todos para o artigo do Pacheco Pereira, de hoje do Público, que o mesmo disponibilizou para a leitura no seu blog Abrupto.

Fala acerca da crescente "dissolução" dos aparelhos partidários e do fenómeno Movimentos de Cidadania, que estas eleições presidenciais trouxeram para a mesa.

É extenso, mas vale a pena a leitura!

24 janeiro 2006

ALGO - Dias Novos

Acordamos dia 23 de Janeiro, segunda-feira, com um novo Presidente da República. Aníbal Cavaco Silva.

Ponto final

Agora serão 3 anos e meio sem eleições! Este país já andava em campanha há muito tempo, agora é preciso descanso nas feiras e mercados do país, para a vida continuar. Já andava farto desta corrida das presidenciais na televisão e nos jornais. No entanto, quando tudo parecia voltar à normalidade de notícias do caso casa pia e afins, surgiu no panorama nacional um novo debate: a questão de movimentos de cidadania que a candidatura de Manuel Alegre levantou, e que foi acentuada pela sua votação nestas eleições.

É claro que esta questão só foi levantada por Manuel Alegre por este não ter o apoio do seu partido. Logo, no futuro, não será legitimo chamar a Alegre o pai dos movimentos de cidadania em Portugal. Sim, porque acredito que esta questão vai dar muito que falar!

Mas, por enquanto, eleições ainda faltam! Queremos descanso!

17 janeiro 2006

POLÍTICA - Sra Ministra...

Hoje a Ministra da Educação deu uma entrevista no Jornal das 9, na Sic Noticias, e uma vez mais premiou-nos com uma declaração divinal, daquelas que nos tem vindo a habituar.

A questão era acerca da possível retirada do Português e Filosofia do final do ensino secundário. A ministra dizia que isso dependia de como se olharia para o futuro da formação secundária: sendo uma formação geral, ou uma formação de técnicos profissionais. Eu defendo que se aposte numa formação virada para as mais valias técnicas, uma vez que se pretende cidadãos profissionalmente qualificados, capazes de atrair investimento pela qualidade produtos. O problema chega com a declaração de defesa da exclusão destas disciplinas, que foi mais ou menos isto:

"é preferível ter um electricista com maior formação em português e filosofia, e menor formação em electricidade, ou um electricista mais bem formado em electricidade e sem essas disciplinas?"

Fico indignado. É preferível um técnico electricista com forte conhecimento de electricidade no fim do secundário, mas inculto, ou um cidadão eletricista com a cultura necessária para bem educar os seus filhos, com capacidade de entendimento e intervenção na cidadania? É preferível um Portugal que vibre com as votações da 1ª Companhia e outras nulidades, ou um Portugal que se interesse pelo futuro, que compreenda a linguagem da cultura portuguesa, a linguagem do mundo, que seja capaz de reflectir sobre os mais variados temas, sem no entanto perder essa primeira formação que adquiriu no secundário, aumentou e aperfeiçoou na sua carreira profissional de electricista?

Um dos grandes problemas deste país é a falta de cultura que resultou dos 40 anos de Salazarismo! Além de mão-de-obra qualificada, precisamos também de nos "culturalizar"! Senhora Ministra, deixa-me preocupado o facto de que a senhora, estando nesse lugar de importante decisão, tenha estas "convicções"...

NOTAS - A Regra de Quatro

"Como todas as coisas do universo, estamos destinados, desde que nascemos, a divergir. O tempo é apenas a unidade de medida dessa separação. Se nós somos partículas num mar de distância, que explodiram de um todo original, então existe uma ciência para a nossa solidão. Estamos sós em proporção aos nossos anos."

In A Regra de Quatro, Ian Caldwell e Dustin Thomason, 2004

15 janeiro 2006

PRESIDENCIAIS - Nem Sócrates Sabe

Tenho vindo a defender a teoria da conspiração de que Sócrates não sabe muito bem em que candidato vai votar! Não digo votar no sentido de pôr uma cruz no boletim de voto, mas sim no candidato em que faz votos para que ganhe as eleições.

Então e porquê? Ora, temos três reais candidatos à presidência: Alegre, Soares e Cavaco.

Ambos os candidatos do seu partido representam duas facções distintas na oposição à sua liderança. Vejam-se as últimas eleições do PS, em que a alternativa a Sócrates era Manuel Alegre e João Soares. Assim temos que, se Soares ganhar a missão impossível das eleições, a sua facção ganha força dentro do partido. Se Alegre ganha as eleições, apesar de reclamar do erro do líder, sempre fica entretido na presidência. Mas pior será se Alegre perder, mas ficar à frente de Soares! Assim, não tendo "nada para fazer", sente legitimidade numa candidatura à liderança do partido.

Depois temos a hipótese mais provável de Cavaco. Se este ganhar, nem seria desagradável para Sócrates: as preocupações de Cavaco até encaixam no estilo de governabilidade que este tem vindo a exercer, uma vez que se olharmos bem, o seu governo tem sido muito de centro-direita. No entanto há uma preocupação: sendo Sócrates um "suposto" líder de esquerda e Cavaco um "suposto" símbolo de direita, uma vitória à primeira volta roubaria a legitimidade da maioria de Sócrates, uma vez que grande parte do seu eleitorado das legislativas tenha votado no ex-primeiro ministro.

Mas cá para mim, Sócrates está neste momento a torcer por uma segunda volta entre Soares e Cavaco, ganha pelo último, deixando, assim, para trás as "reclamações" de Alegre e a "tendência natural" de Soares mandar no partido.

13 janeiro 2006

PRESIDENCIAIS - Só visto!

Estava eu a ver o site do Bolas com Creme, do famoso Bubu, quando dei com este video. É claro que não consegui resistir a disponibilizar o link aqui no blog!

Não me lembro de quando isto aconteceu, mas está hilariante! É de morrer a rir!

http://www.bolascomcreme.com/videos/soaresqueimadinho.wmv

Isto só mesmo visto!

12 janeiro 2006

PRESIDENCIAIS - Estará ele de volta?


"Manuel Alegre acusou esta quarta-feira o PSD de querer eleger Cavaco Silva Presidente da República para chegar ao Governo, mas com optimismo afirmou que esta realidade não vai acontecer porque será ele a vencer as eleições presidenciais."

Estava a ler esta notícia quando me lembrei deste senhor!

NOTAS - Portugal Hoje: O Medo de Existir

"Os portugueses não sabem falar uns com os outros, nem dialogar, nem debater, nem conversar. Duas razões concorrem para que tal aconteça: o movimento saltitante com que mudam de assunto a outro e a incapacidade de ouvir.

[…] o que se procura é precisamente a discordância (não a discórdia) e, antes de tudo, ouvir o som da sua própria voz […]

Dois exemplos triviais: as mesas-redondas com vários homens políticos de partidos diferentes que algumas rádios emitem regularmente tornam-se a partir de um certo momento da discussão absolutamente ensurdecedoras. Cada um fala isoladamente ao mesmo tempo que os outros, que falam também, eventualmente de temas diferentes. Todos se esganiçam uns diante dos outros, como se o facto de ser ouvido e compreendido não tivesse importância. Já não há «mensagens», há apenas «barulho». Tem de concluir-se que interessa somente o acto de falar, fundando-se, certamente, na crença mágica de que falando e continuando a falar se força o auditório a aceitar os seus argumentos. Ou, mais prosaicamente, elevar a voz e ser o último a falar equivale a ganhar a discussão.
"

In Portugal Hoje: O Medo de Existir, José Gil, 2004

11 janeiro 2006

ALGO - Desejo nº 6 falhado

Infelizmente o número 6 nas minhas "passas" para o novo ano (ALGO - 2006) acaba de se desrealizar. Numa entrevista à SIC, o Pedrito Santana Lopes acaba de voltar à política activa, dizendo que vai ocupar o seu lugar de deputado e fazer oposição "à sua maneira".

Diz que vem para representar o centro-direita que, com a "provável" eleição do Professor Aníbal, ficará mais limitado na sua actividade política. Resta saber é se o centro-direita quer ser representado por tal personagem!

Tinha de ser, este Pedrito não aguenta nem um anito sem voltar a fazer das suas! Está-lhe no sangue este espírito rebelde. Mas não é com pequenos rebeldes, pequenos piratas destabilizadores que se governa o país!

06 janeiro 2006

ACTUALIDADE - Energia

Tenho andado a reparar que, desde o início do ano, surgiram dois temas nas notícias que em muito são parecidos: a "crise" do vai não vai na EDP, e a crise "politico-energética" entre a Ucrânia e a Rússia. Ambos relacionados com a energia, mas em conteúdo diferentes.

Acerca do gás da Rússia, que felizmente se resolveu por bem, poderia escrever um enorme testamento, de que muitos se haveriam de queixar e acabariam por não o ler. Por isso deixo este tema para outro dia de maior inspiração.

Acerca do Conselho Superior da EDP pouco há a referir: ao comum do português isso não lhe diz muito. O principal problema na EDP é que parece que querem pôr lá no centro de decisão (Conselho Superior) uma representação do seu maior concorrente ibérico, a Iberdrola, accionista da EDP com 5 %. Quanto a "essa" Iberdrola, só queria dizer uma coisa, e cada um tira as suas ilações: o seu presidente executivo em Portugal é, nem mais nem menos, o ministro da economia que em 1998 tratou da entrada da mesma na eléctrica nacional, aquele que é o pai do famoso monstro - o Sr Pina Moura. Estranho, não é? E depois como é que querem uma classe de políticos credível, com esta promiscuidade entre política e interesses económicos?

Estas situações eram evitadas se determinados pseudo-políticos não olhassem para os seus bolsos e aspirações pessoais, nem aos favores de "circunstanciais" amigos, mas tomassem as suas decisões em prol do bem nacional.