Daniel Domingues, Coimbra 200729 outubro 2007
22 outubro 2007
11 outubro 2007
09 outubro 2007
02 outubro 2007
16 setembro 2007
02 setembro 2007
29 agosto 2007
06 agosto 2007
03 agosto 2007
Olha a Bolinha de Berlim!!!
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=288966
"Albufeira: 4.000 bolas de berlim impróprias para consumo
As autoridades apreenderam hoje 4.000 bolas de Berlim impróprias para consumo, numa operação contra a venda ambulante ilegal que decorreu nas praias de Rocha Baixinha e Galé, ambas no concelho de Albufeira, disse à Lusa fonte da Marinha. "
No dia seguinte reporta-se que a esquadra da GNR de Albufeira foi evacuada por entupimento da canalização de esgoto! Parece que lhes doía a barriga!
29 julho 2007
30 junho 2007
28 maio 2007
Sim, Senhor Ministro!
"[...] O SENHOR MINISTO AO DIZER QUE A MARGEM SUL É UM DESERTO, SÓ ESTÁ A DIZER QUE AS PESSOAS DE ALMADA SÃO UNS CAMELOS [...]"
Voltámos às falsas questões em Portugal. É um mal que cada vez tem assombrado mais a nossa democracia: em vez de se falar daquilo que realmente interessa e da essência dos discursos, perde-se tempo e desgasta-se o tema com levianos "fait divers"...
Antes deste último tinha sido o caso do pseudo-sr- eng Zé Sócrates. Eu quero lá saber se o primeiro-ministro é engenheiro da ordem ou não, quero lá bem saber a universidade onde ele tirou a licenciatura, não me interessa se lhe chamam engenheiro ou não... Eu quero saber é se o Primeiro-ministro de Portugal beneficiou da sua anterior posição de Secretário de Estado para ser favorecido num curso que lhe foi facultado sem a devida avaliação de conhecimentos. A questão é se temos um Primeiro-Ministro sério ou não! Estando ele à frente do nosso governo, isso é que me incomoda! Agora se lhe podem chamar engenheiro... Isso é uma história para medíocrezinhos...
Nos entretantos, surge mais uma "bacorada" do Sr. Eng. Mário Lino (este sim, engenheiro da ordem...): diz que a margem sul não tem hospitais, não tem hotéis, não tem escolas, não tem pessoas, não tem nada (como se a Ota tivesse alguma coisa)... E fez-se um bicho de 7cabeças de uma imbecilidade destas! Este argumento segue na linha dos outros do governo: inverdades atrás de inverdades sem grande lógica para o caso. A simples determinação em levar a sua à vante leva-os a estas "palhaçadas". A mediocridade da política praticada no nosso país, ausente de ideais e de convicções, mudando o discurso conforme o lugar em que se sentam no Parlamento, faz com que este caso atinja este idiotismo...
O que eu acho grave e ninguém fala é o que se seguiu a no mesmo discurso. Uma referência a uma pessoa com cancro do pulmão vs uma pessoa sem pernas ou braços, que eu vou deixar para busca pessoal do leitor que me lê. Isto sim, isto é que é grave e deprimente, deixando-me preocupado com a insensibilidade deste nosso governante...
Agora os argumentos contra Rio Frio e em favor da Ota... Tinha de estudar o dossier! Mas Sr. Ministro, tenha tento!
23 abril 2007
De Regresso...
Entretanto, segundo consta, muita coisa mudou! Muse, Kaiser Chiefs, Bloc Party, Arcade Fire, Bunny Ranch têm novo álbum. Martin Scorcese finalmente recebeu o tão merecido Oscar da Academia. Zé Socrates, além de fechar maternidades e urgências deste nosso Portugal, parece que afinal já não é engenheiro e já nem se sabe bem se é licenciado (parvoíces…)! A famosa opa da PT acabou por não dar em nada, como seria de esperar nesta inércia portuguesa! Em Itália, parece que aquilo descambou depois da minha partida… O governo não aguentou a minha ausência, e demitiu-se pouco tempo depois!
E assim sendo, cá estou eu de volta! Pronto a blogar que nem um doido inconsequente! Saudações!
PS: Com tranquilidade estamos na final da taça, e ainda corremos no campeonato! Eheheh! Força equipa!
19 março 2007
13 março 2007
13 dezembro 2006
11 dezembro 2006
Vuole Fiore ?
Itália acaba por ser um país bastante parecido com Portugal: além de haver pombos em tudo o que é praças com estátuas, também por cá existem os senhores “monhês” mais conhecidos por “ké-frô”! Como Portugal tem 10 milhões de habitantes e Itália 80 milhões, também existem 8 vezes mais pombos e 8 vezes mais ké-frô’s!
É uma praga complicada de lidar (os ké-frô… mas os pombos também…)! Ora são flores, ora são brincos coloridos a piscar, ora tiaras de plástico, ora uns imanzinhos extremamente irritantes que tenho visto só mesmo em Itália. Basta irmos na rua com uma companhia feminina e somos logo interpelados a comprar uma florzinha para a menina! Eu tento explicar que sou português, sou estudante e por isso não tenho dinheiro, que é melhor pedir a algum italiano. Mas parece-me que percebem menos da língua do que eu! E não descolam!
Na famosa Piazza del Duomo, aqui em Milano, existem muitos, mas mesmo MUITOS ké-frô’s. Ora, se eu vou na rua e vejo-os sempre cheios de flores na mão, e não vejo ninguém a comprar ou que tenha comprado, inquieta-me uma questão: MAS PORQUE É QUE ELES INSISTEM???
Saudações milanesas!
10 dezembro 2006
Lost in Translation
POLIGLOTA! Eu sou um poliglota! Ao fim de 83 dias a residir em terras de estranhos, já consigo arranhar o suficiente de italiano! Até aqui era um mero “bi-glota” remediado, com um português mediano e um inglês reles. Agora continuo com o português mediano, aumentei o inglês para um desenrascado, e adquiri um italiano arranhado!
Além disso, acho que já toco num poliglotismo-advanced, porque consigo usar as três línguas numa mesma frase, com a destreza e à-vontade que essa idiotice permite! E melhor ainda, consigo responder em italiano quando me falam em inglês, sem sequer me aperceber! Ou seja, uma verdadeira confusão de línguas!
Agora compreendo um pouco melhor os nossos imigras, que no verão nos invadem com mercis, vacances, çavas e palavras afins: ao fim de um ano inteiro a levar com uma língua estrangeira nos ouvidos, confunde-se o próprio cérebro, e sai o que se ouve! Dilemas de quem se perde na tradução!
Saudações milanesas!
09 dezembro 2006
08 dezembro 2006
07 dezembro 2006
01 dezembro 2006
LIBERDADE ... voxpop
O QUE É A LIBERDADE? O QUE É SER LIVRE?
Fico à espera que colaborem com O Código. Não se prendam ao simples significado relacionado com o feriado!
Restauração da Independência
(fonte wikipedia)
A Restauração da Independência é um feriado comemorado em Portugal anualmente no dia 1 de Dezembro, para assinalar a recuperação da independência nacional face à Espanha em 1640, que durante 60 anos ocupou o país e o oprimiu.
A morte de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique (1578-1580), deu origem a uma crise dinástica. Nas Cortes de Tomar de 1581, Felipe II de Espanha é aclamado rei de Portugal. Durante sessenta anos Portugal sofreu o domínio filipino. No dia 1 de Dezembro de 1640, os Portugueses restauraram a sua independência.
Ao contrário daquilo que o monarca prometeu nas cortes de Tomar de 1580, ainda no seu mandato, e de modo mais intenso no reinado seu sucessor, Filipe III de Espanha, o desrespeito dos privilégios nacionais vinha agravando-se. Os impostos aumentavam; a população empobrecia; os burgueses ficavam afectados nos seus interesses comerciais; a nobreza estava preocupada com a perda dos seus postos e rendimentos; e o Império Português era ameaçado por ingleses e holandeses perante o desinteresse dos governadores filipinos.
Portugal estava também envolvido nas controvérsias europeias que a Espanha estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (São Jorge da Mina, 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em 1639) e fundamentalmente no Brasil (Salvador, Bahia, em 1624; Pernambuco, Paraíba, rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe desde 1630).
30 novembro 2006
Automobili di Milano
Simplesmente vagueando pelas ruas de Milano, é facil descobrir assunto para uns três ou quatro post's das Crónicas Milanesas! Assim sendo, vou aqui começar com o primeiro!
E este primeiro tem a ver com carros. Não exactamente automóveis quaisquer, mas sim dois modelos que por aqui se vê com relativa frequência, bastante superior à do nosso "humilde" Portugal. Não, não estou a falar dos Lancias e dos Fiats! Andam muitos no trânsito, mas são carros banais... Estou a falar de Porches e Minis! Porches de todos os modelos que existem, desde desportivos aos novos jeeps, e Minis somente do modelo mais recente, nada de Misters Beans!
Tendo em consideração o preço de cada um destes modelos, bem se pode notar a diferente qualidade de vida entre Milano e Lisboa! E aqui o português lá se tem de aguentar com os preços desta "mais cara" cidade Italiana (quem me disse isso concerteza que nunca esteve em Venezia...).
Depois de uma pequena pesquisa reparei no facto de que o mesmo Mini Cooper custa mais 5000 euros em Portugal do que aqui em Itália! Mil contos em taxas alfandegarias e em imposto automóvel! E depois ainda há o IVA, um imposto taxado sobre o valor de outro imposto...
Com salários mais baixos, e bens de luxo mais caros, lá se vai vivendo nesse cantinho da Europa a 25!
Saudações milanesas!
16 novembro 2006
Da Génese de um Atraso
Há quem diga que o actual atraso de Portugal relativamente aos países ditos desenvolvidos, e especificamente os europeus que estão culturalmente mais próximos de nós, se deve aos 30 anos de ditadura salazarista que vivemos num passado próximo. Não digo que isso não tenha contribuído para este estado de atraso, mas fica muito longe da causa de fundo. Por muito discutível que possa ser, na minha opinião o atraso que Portugal conhece não é exclusivamente culpa directa do povo português. Aliás, o português é tipicamente autocrítico com uma enorme falta de confiança em si próprio. Daí toda esta culpabilização!
A principal causa do atraso português deriva na nossa geolocalização. O facto de estarmos na “periferia” da Europa e numa península condiciona a rápida circulação de informação e de pensamentos. Estando no centro é mais fácil o cruzar de ideias e de inovações, pois o caminho é mais “curto”! Não sendo esta situação recente, se formos estudar um pouco da pré-história da península ibérica e particularmente deste nosso cantinho, poderemos ler arqueólogos e historiadores referirem que não é possível datar as diversas épocas evolutivas que se sucederam no centro da Europa na mesma altura que sucederam por cá. Pelos vestígios encontrados, os instrumentos “tecnológicos” chegavam atrasados e muitas vezes acabavam por ser mais rudimentares. Logo trata-se de um problema já antigo.
A juntar a este facto, posso afirmar de uma forma empírica que a nossa origem latina e mediterrânea não abona nada a favor. A nível da “personalidade” de um povo, podemos fazer alguns paralelismos com países como a Itália, França, Grécia, Espanha (ressalvando que o passado próximo de Espanha proporcionou um desenvolvimento diferente). Mas esta questão já tem a ver com antropologia, uma área que desconheço na generalidade. Por isso apenas levanto a ideia.
No entanto, não podemos admitir este cenário pessimista como um fado que não podemos contornar. Se olharmos para o passado, vemos os descobrimentos como uma época áurea da história do nosso país. Por algum tempo conseguimos “rodar” o mundo e colocarmo-nos no centro geográfico e tecnológico. E só assim foi possível porque houve alguns portugueses que tiver uma visão e concretizaram-na, levando a nossa humilde língua a ser a sexta mais falada no mundo.
Este atraso não é invencível. O que precisamos é de homens e mulheres com visão e com coragem para mudar! E não deixar a “moeda fraca” sobrepor-se à “moeda boa”…
27 outubro 2006
Na aldeia global...
José Pacheco Pereira, Público 26/10/2006
26 outubro 2006
Competitividade
Ora baseando-se a nossa mão-de-obra em desqualificação tendencialmente barata, estamos a competir com países que oferecem o mesmo tipo de mão-de-obra. Países que os governos permitem o abuso nas condições de trabalho, como este exemplo na Polónia, em que nem o mais elementar acto de ser humano os empregados têm direito a usufruir condignamente. Isto sem falar do caso de outros países com mão-de-obra ainda mais barata, que para além das condições e das horas de trabalho ultrapassarem os limites do humanamente aceitável, a força motriz desse trabalho baseia-se em muito nas crianças que se vêem forçadas à quase escravidão para aliviarem um pouco a péssima qualidade de vida que as suas famílias têm. E tudo isto com o consentimento de governos autoritários ditos do povo e a complacência de certos países ditos super-desenvolvidos, cujo volume de investimentos nesses locais são de tal ordem elevados que qualquer alteração desta situação levaria a um valente abanão económico.
Num Portugal de século XXI não podemos competir nesta área, neste universo de mercado de trabalho, em que felizmente ficamos em desvantagem. Temos de ser um país qualificado, em que os trabalhadores estejam empregados devido à sua boa técnica e aos bons conhecimentos que trazem às empresas e aos seus produtos. Mas para isso há que mudar um pouco todo o sistema de ensino e, sobretudo, a mentalidade do emprego em detrimento do trabalho.
25 outubro 2006
In Polónia...
No outro dia estava eu num encontro de eramus à conversa com um individuo polaco sobre os grupos económicos portugueses que estão a investir na Polónia. Contava-me ele que os estrangeiros têm dinheiro para investir na Polónia e os de lá não, porque estiveram muitos anos debaixo de uma ditadura comunista, que levou o país a um mau estar financeiro.
Contava-me ele que a maior cadeira de supermercados na Polónia pertencia a portugueses. Eu já tinha conhecimento disso, pertence à Jerónimo Martins SA, o mesmo dono do Pingo Doce. O que desconhecia era as condições de trabalho que as empregadas da caixa desse supermercado "usufruíam".
Segundo o que parece, as "caixas" do supermercado têm de usar uma espécie de fralda, «like the babys», para não interromperem o serviço, e assim aumentarem a produtividade! Tudo o que precisam de fazer, fazem-no ali, enquanto passam talvez uma alface ou quiçá uma embalagem de queijo.
Agora percebo a queixa dos grupos económicos portugueses quanto à baixa produtividade em Portugal relativamente aos novos países da Europa 25. Pois assim não há produtividade que "aguente"!
Saudações milanesas!
20 outubro 2006
VIETATO FUMARE
Aqui em Milano, e penso que acontece o mesmo em toda Itália, é proibido fumar em qualquer local público fechado, seja restaurante, cafezito da esquina, disconight, repartição de finanças, tudo.
O resultado disto é o seguinte: posso comer descansado a bela da pizza no restaurante sem levar com o fumo do vizinho do lado; as roupas deixam de vir impregnadas com o fumo depois da noite na disconight, o ambiente em todo o lado é mais "limpinho".
E não me faz parecer que incomode muito aos fumadores terem de se deslocar aos locais abertos ao ar livre, designadamente nas discotecas, para fumarem o seu cigarrito.
E vocês, meus amigos fumadores e não fumadores, nem imaginam a utilidade desta lei em Portugal. Aqui há uns meses, quando se falou de um projecto-lei nesse sentido, também eu fui um pouco crítico. Mas só vivendo essa ausência de fumo, é que se entende!
Saudações milanesas!
16 outubro 2006
Carta aos Meus Amigos
Eu por cá ando em Milano, a suposta capital europeia da moda... Cheguei bem, e cá me adaptei! Já lá vai quase um mês, e devido aos muitos pedidos de muitas famílias, volto aqui a escrever neste meu-vosso blog!
Português, Inglês, Italiano, e um pouco de Francês! São estas as línguas que diariamente tenho de falar. Porquê? Ora porque eu vim de erasmus para uma cidade cheia de erasmus portugueses, que tenho conhecido. Um cidade cheia de erasmus portugueses e cheia de erasmus de todas as nacionalidades! Ora daí vem o inglês como lingua oficial internacional! O inglês é internacional, mas não em itália... Por cá toda a gente só fala italiano... E eu lá me tenho de desenrascar nessa lingua para os afazeres do dia-a-dia! Como se não bastasse isso, ainda me foi calhar no apartamento dois franceses. Um fala inglês, o outro não... Vale os três anos de francês no secundário!
Itália é caótica! Transito caótico, serviços caóticos, aulas caóticas, tudo caótico! Um exemplo rápido: demorei duas horas e meia numa lojazita para conseguir obter um número de telemovel-vodafone de cá! E multibancos? Esquece... Os que existem em todas as esquinas de Lisboa, cá fazem-se aparecer muito raramente! E serviços extra não há: só se pode levantar dinheiro... Ainda dizem que Portugal anda mal!
Espero que esteja tudo bem convosco, e mandem-me novidades!
Beijinhos e abraços,
deste Dani!
18 setembro 2006
Está tudo doido!
Depois de me alienar desse curioso facto, tornei-me radical e insurgi-me contra o povo islâmico, que está a ferir as minhas convicções religiosas ao queimar um boneco do mais alto representante do "meu Deus católico" na Terra! Além disso, ouvi um Ayatolah dizer que o Papa, o representante do "meu Deus", teria de se ajoelhar perante um alto representante Islâmico, como que a dizer que a "minha religião" era inferior à dele!
Ahh! Fiquei bastante furioso, e agora estou seriamente a pensar em fazer alguma coisa contra esses bastardos que não me "respeitam"! Tive a falar com uns amigos porreiros, também eles católicos quando lhes dá jeito, mas que acima de tudo gostam de zaragata e de destruição! Eles, "radicais" que são, também ficaram possessos com esta atitude provocatória do povo muçulmano, e estamos agora a planear um ataque bombista à mesquita de Lisboa, em retaliação a este infame acto!
Já nos intitulamos "Grupo Armado Cruzadas Século 21"! A partir de agora vamos enganar mais uns católicos ignorantes, que tal como nós gostem de andar à porrada, e vamos combater os infames, como os "nossos antepassados" fizeram à mil anos atrás!
** Este texto é dedicado a todos os chamados "moderados cristãos" que ferozmente condenam o Papa pelas suas palavras, e desculpam com isso o saque e destruição de duas igrejas católicas na palestina e o assassínio de uma freira na Somália que ensinava jovens somalis a exercerem medicina no campo de refugiados...
17 setembro 2006
16 setembro 2006
15 setembro 2006
14 setembro 2006
DISCLAIMER II
Infelizmente, a minha ocupada vida de estudante na recta final não me proporcionou tempo adequado para uma maior disponibilidade intelectual, de modo que os textos pouco a pouco foram escasseando. No entanto, as ideias não faltaram! Faltou foi quem as passasse para o papel!
Estando agora numa fase mais “soft” de exames e trabalhos, e a cinco dias de partir para a minha estadia de seis meses na cidade de Milão – Itália, autoproponho-me a voltar à actividade de “bloguista” de diminuto gabarito! Anuncio, desde já, que vou escrever o meu diário de viagem aqui neste site, pelo que sempre me podem acompanhar nas “Crónicas Milanezas”. Também quero continuar a escrever sobre assuntos do fórum político, quer ideias quer dissertações temáticas, e críticas ao quotidiano nacional! Ou seja, o normal dos meus dias mais assíduos!
Espero que quem me ler uma vez, vá acompanhando as minhas ideias. É claro que não espero vir alcançar muito público! Talvez os meus amigos leiam estas linhas, e pouco mais…
Um abraço a todos, e vemo-nos pró Natal!
08 agosto 2006
Da juventude
BENDITO O JOVEM, que na simplicidade da sua juventude, pensa que é capaz de mudar o mundo, não se renegando à impossibilidade da vida quotidiana.
BENDITO O HOMEM que assim pensa toda a vida, pois será sempre jovem e mudará o mundo.
01 julho 2006
Sentado
Sentado, sozinho, esperando. Nesta tarde triste e fria, José de Lemos puxa de um pensativo e fuma-o, calmamente. Tem um encontro marcado. Um encontro com o tempo, aquele que ficou para trás, que o fez homem das artes, senhor da cultura, aquele que o lançou na glória, na vida mundana de uma cidade cosmopolita. Aquele que agora o abandonou à sua solitária vida.
Para Paris José foi, e de lá veio. Veio e trouxe recordações de anos de glamour, de câmara na mão, exibindo à sua película monocromática os olhares de gentes, e de olhares vivia sua glória de fotógrafo aclamado, jornalista eminente, portador de vivências e de imagens que grande azafama causou à ditadura da terra natal, pelo olhar nacional de quem está lá fora e vê o que não se vê pela cortina que envolve a tirania.
De Paris José veio. Veio e fotografou a infantil democracia que foi crescendo, e que de infantil passou a adulta, e que de adulta José a retratou. De câmara na mão, exibiu a sua película aos olhares do povo, no jornal, na revista, na vida das gentes que de fora tão pouco sabiam.
José tem um encontro com o tempo. E puxando do pensativo, vai pensando no que lhe perguntar. Para onde o levou? Que fez com a sua glória? Porque de novo o fez velho, e de velho o fez só? Somente o tempo escondido o sabe, e ele no fundo também, que nos seus tempos de ouro, uma perda a outra leva, e aos poucos também leva a vida.
Matilde era o seu nome. José não o sabia, mas num dia o descobriu, e desde esse dia a retratou na sua câmara, no acordar e no deitar, naquele dia em que juntos foram à costa e aí, na praia, saborearam o pôr-do-sol outoniço e a leve brisa do mar que lhes invadia a face e a alma, e se prolongou pelo feliz momento das suas vidas.
Mas triste foi o destino que tomou Matilde, que tomou a sua vida e a levou no tempo. Num dia em que um maldito inflamou seu corpo, seu interior, e rápido se espalhou, e rápido a consumiu. E a levou para longe, onde José não chegaria, onde a sua película não a retrataria. José ficou, ficou num mundo que lhe pareceu escurecer num simples fechar do diafragma.
E num copo escocês, numa garrafa amarga vai a glória de outros tempos, arrastando a alma e o corpo para longe da vida vivida, tentando esquecer uma perda que em outra se tornou. A película, essa, distorcida não voltou, e os anos de glória, de câmara na mão, de vida e vivências, de imagens retratadas, esqueceram-se no tempo, nesse tempo cujo encontro tem marcado.
Chegou a hora. São cinco e meia, hora marcada pelo tempo, hora marcada para a sessão do filme da sua vida, aquela sessão em que vai perguntar ao tempo o que o tempo fez à sua vida. Ao que o levou, ao que o trouxe de volta, e voltou a perder.
Entra devagar, vê a sala vazia. Apaga a beata do seu pensativo amigo e observa as cadeiras, procurando um lugar. Nelas encontra espaços em branco, películas perdidas que o tempo encarregou de esbranquiçar. Excepto numa, a que tem a sua velha e amiga câmara, aquela que o levou ao glamour da cidade cosmopolita, às imagens retratadas de um mundo desconhecido, à felicidade dos momentos vividos. Descobre aí o seu lugar e, sentado, espera o tempo chegar.
Junho 2006
29 maio 2006
26 maio 2006
25 maio 2006
23 maio 2006
22 maio 2006
21 maio 2006
20 maio 2006
19 maio 2006
26 abril 2006
Conversas de café...
Mecânico (M) – Ora aqui estão os sindicalistas a não deixarem trabalhar os trabalhadores!
Trabalhadora (T) – Queres um café?
M – Sim sim! … Por isso é que o país não produz! Ninguém quer trabalhar!
Senhor de barbas (SB) – As pessoas não querem trabalho, querem é emprego!
M – Pois eu quero é trabalhar, que de emprego estou farto.
SB – Estás farto de emprego?!
M – Sim. Quero é que me dêem trabalho para fazer! Se ninguém fizer nada isto não anda! Vocês sindicalistas desculpam-se com o sindicato e o resto da malta é que trabalha!
Sindicalista (S) – Eu tenho menos horas que é para tratar dos assuntos dos sindicatos pelos trabalhadores!
M – Eu se fosse patrão dava mais dias de férias aos trabalhadores e não dava nada para os sindicalistas! Tão sempre a reclamar e não fazem nada! Isso é que era!
S – Epa, eu estudei por isso produzo de outra maneira. Tu não estudaste, tens de produzir com mais trabalho.
SB – Pois, é como eu!
M – É sempre a mesma coisa! Estudos pr’aqui e pr’ali, mas eu se fosse patrão, mandava os sindicalistas todos embora!
S – Tu se fosses patrão não davas era nada aos trabalhadores! Nós estamos aqui para defender os trabalhadores. Por isso é que eu não sou patrão, porque concerteza fazia o mesmo que eles!! Por isso é que continuo no sindicato.
M – É devido aos sindicalistas que o país está assim! Se depois do 25 de Abril não tivessem vindo os sindicalistas o país estava bem melhor! Então adeus e até logo!
E assim se vive nos cafés e tascas da capital!
24 abril 2006
Okay, confirmo!
Mas, por favor, não me perguntem mais o que me aconteceu!!! Não foi nada de grave, é apenas tratamento de correcção! Não tive nenhum acidente de automóvel, não caí das escadas, não me aconteceu nada. Isto não me dói e é só para tentar corrigir um problema qualquer, que o médico em boa fé me tentou explicar, mas na sua incompreensível linguagem não conseguiu!
Claro que é chato andar com esta "coleira" ao pescoço. No entanto, no supermercado acaba por ser interessante: as meninas da caixa do pingo doce são mais simpáticas e arrumam-me as compras nos sacos; as pessoas que por acaso me tocam quando se cruzam comigo pedem-me logo sinceras desculpas; dão-me sempre passagem nos cruzamentos estreitos dos corredores das compras; entre outras coisas que agora não me vêm há memória!
Só impacientemente fico à espera que alguém me dê prioridade de passagem na fila de pagamento! Vou sempre para a caixa prioritária na esperança que alguém olhe para mim e se lembre: olha ali está um rapazinho aleijado! vamos deixar passar à frente para ele não estar em pé, coitadinho!
Mas não... Até agora nunca aconteceu. No que toca a filas de espera, as pessoas são implacáveis! Ninguém passa à frente! Eu cheguei primeiro!!!
Fico então expectante que um dia este sonho de passar à frente das pessoas na fila do supermercado se concretize! Ou então não…
23 abril 2006
No Euromilhões e Arredores...
Eram umas seis da tarde e estava uma fila enorme no guichet das apostas. Ora logo aqui se vê o típico "deixar tudo para a última" do português, e a mínima vontade de ganhar dinheiro na vida através do árduo trabalho do dia-a-dia!
Não querendo falar de uma forma quantitativa, mas sim qualitativa, posso afirmar que nós, portugueses, somos dos que mais apostam no euromillion, e assim também acabamos por ser dos que levam mais prémios (a lei das probabilidades ainda reina, se bem que os diversos sorteios com dois números seguidos espalham uma ligeira desconfiança...)!
Além desta vontade fútil de jogador de boletins e de pouco trabalho, existe o facto de todos querermos entrar para o guiness! O sonho é a ribalta: o maior número de velas acesas em simultâneo, correr 24 horas numa passadeira eléctrica, a maior sopa do mundo, o maior presépio de chocolate do mundo, e mais um sem número de inutilidades. Todos queremos o nome da nossa santa terrinha no jornal, na tv, em todo o lado!
Ainda se defendêssemos os actuais e dignos recordes mundiais, como por exemplo a maior floresta de sobreiros, a qual está a desaparecer devido à crescente especulação imobiliária em torno dos belos "montes alentejanos"... Em Portugal está concentrada cerca de 33% da área mundial de sobreiros, sendo a responsável pela produção de 51% de toda a cortiça mundial, um produto de qualidade para exportação. Mas não... Só nos dá para as nulidades.
Haja protagonismo e sorte! É o que vai alimentando este nosso ego provinciano de ser português!
20 abril 2006
Iraque...2003/??
17 abril 2006
Som Nacional
CINDY KAT - Volume 1- Polaroide
Um novo som electronico nacional, com os antigos elementos dos Sétima Legião. Sonoridade bastante interessante.
A NAIFA - 3 Minutos Antes de a Maré Encher- Monotone
Segundo albúm de confirmação de um grupo que dá uma nova visão ao fado português. Vale a pena dar uma "ouvidela"!

























